O primeiro turno das eleições legislativas na França foi vencido pela situação. Após o anúncio da vitória, o primeiro-ministro François Fillon disse que os franceses que votaram na UMP “têm esperança nos compromissos que assumimos, mas também temos que ouvir a sociedade francesa como um todo”.
Fillon lembrou, porém, que “tudo só será realmente decidido no próximo domingo’’ (quando ocorre o segundo turno da eleições legislativas). Xavier Bertrand, ministro do Trabalho e de Assuntos Sociais do atual governo, disse que “os eleitores confirmaram o momento da eleição presidencial, de maio passado: os franceses querem que nós mantenhamos nossas promessas, e esse certamente será o caso’’.
Já a candidata derrotada à Presidência pelo Partido Socialista, Ségolène Royal, exortou os eleitores que votaram nela no segundo turno, em 6 de maio passado, a irem às urnas no próximo domingo, de modo que possa haver “um balanço de poder e para que a esquerda possa encontrar um novo caminho para o futuro”.
O líder da Frente Nacional, Jean-Marie le Pen, preferiu atacar a União Européia. “A taxa de abstenção é considerável, (o que indica que) os franceses entenderam que o Poder Legislativo não está mais na Assembléia Nacional, em Paris, mas em Bruxelas, no Parlamento Europeu e na Comissão Européia. (Nicolas) Sarkozy, que acredita ser o presidente da República, não é nada mais do que o governador-geral da Província européia da França”, declarou.
François Bayrou, candidato derrotado à Presidência e líder do recém-criado Movimento Democrático (que ficou em terceiro lugar nas eleições de ontem), criticou o sistema eleitoral ao dizer que a França “irá lamentar a desproporção de representação na Assembléia Nacional’’.
Marie-George Buffet, líder do PC francês (que obteve pouco mais de 4% dos votos ontem), afirmou, esperançosa, que “o Partido Comunista não está morto”.