09 de julho de 2026
Cultura

Orquestra de Violões toca na Ubá

Thatiza Curuci
| Tempo de leitura: 2 min

A paixão pela música pode começar do zero. “A maioria dos alunos que fez oficina e hoje está na orquestra não sabia nem mesmo ler partitura musical. O que nos une é a paixão pela música”, resume o musicista Claudio Corradi, coordenador da Orquestra de Violões Açucena da Serra, da Prefeitura de Agudos.

Assim começou a história da orquestra, em 1998, e assim continua hoje. Atualmente, nove integrantes compõem o grupo que se apresenta em diversas cidades da região.

No último domingo, eles se apresentaram no Parque Vitória Régia para as pessoas que passeavam pela feira de artesanato Ubá. Acostumados com o público variado, o repertório musical abrange músicas para todas as idades.

Até mesmo as crianças pararam o que estavam fazendo para ouvir atentamente as músicas. Os olhares curiosos fizeram com que a orquestra tocasse um repertório especial para elas.

Os adultos, timidamente, cantarolaram as canções mais conhecidas, entre elas “Carinhoso” e “Imagine”.

Para compor a orquestra, primeiro o aluno precisa passar por uma oficina de três meses, e depois pela pré-orquestra. “Demora em torno de 3 a 4 meses, na pré-orquestra, para o aluno conhecer o suficiente de música para participar das apresentações”, diz Corradi.

É difícil tocar violão? “Assim como todos os instrumentos, o violão não é fácil de tocar. Nos primeiros meses, o aluno consegue tocar melodias, mas precisa de mais tempo para aprender os acordes. Tudo depende da força de vontade e dedicação”, resume o músico.

São atributos que a estudante de música e integrante da orquestra Mariana Sassen, 18 anos, tem.

Ela começou a se interessar por música brasileira e resolveu aprender a tocar violão. Depois de conhecer um pouco mais de música, ela decidiu se especializar. Está no primeiro semestre do curso. Além do conhecimento, Mariana gosta também de se apresentar para o público.

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Estreantes

Os integrantes da orquestra Patrick Augusto Godian, 14 anos; Clemilde Donizete de Jesus, 22 anos; e Felipe Rodrigues Vieira do Nascimento, 15 anos; se apresentaram pela primeira vez ao público no domingo. Sentiram frio na barriga? “Lógico que sim, mas faz parte”, diz Patrick.

Ele se interessou por violão ao ver apresentações na televisão. “Comprei um violão e comecei a tocar. Quando vi a partitura musical de um amigo, resolvi aprender também a teoria”, conta.

Clemilde começou tocando bateria. Como já gostava de música, resolveu aprender um novo instrumento e escolheu o violão.

“Gostava de música popular. Na orquestra, pude também aprender músicas clássicas”, diz. Felipe procurou a música por demonstrar curiosidade. “Queria saber mais sobre o violão. Tinha muita curiosidade e resolvi aprender”, conta.

Para participar da oficina, o aluno não precisa pagar. As aulas são gratuitas. O projeto pertence à prefeitura de Agudos.

O coordenador da orquestra, Claudio Corradi, é bacharel em música pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP) e tem mestrado em Musicologia pela USP. Também é professor da Universidade do Sagrado Coração (USC).