Esta coluna livre e democrática publicou no domindo, 3/6, carta com o tema “Piada tem limite”, escrita pelo leitor Alexandre Z. Gonçalves, onde ele expressa opinião sobre seu pessimismo a respeito da realização de uma Copa do Mundo no Brasil. Esta carta me lembrou a célebre frase de Voltaire: “Não concordo com nenhuma palavra do que dizes, mas defenderei até a morte o direito de dizê-las”. Pois se o Brasil não é um país do primeiro mundo, sem dúvida também não é do terceiro, principalmente quando o assunto é futebol. Também dá lição em história, pois nosso País é o único Penta Campeão Mundial. Ou seja, das12 copas disputadas em seis delas estivemos na final e em cinco conquistamos o título. Em que pese a incompetência de nossos cartolas, sempre nos superamos e, mesmo na Europa, quase sempre o melhor jogador é um brasileiro. Quanto à violência, principalmente no Rio de Janeiro, gostaria de lembrar que Washington e Nova York já foram iguais, se não piores... A violência não é só um previlégio nosso e de Bagdá. Turistas estrangeiros são assassinados também em Miami.
Quanto à pobreza, ela vai persistir no Brasil enquanto continuarmos a pensar assim. Ou seja, que não somos, enquanto Nação, capazes de realizar um torneio de futebol. Não é assim que pensam os diretores da Embraer, que se preparam para competir com a Airbus e Boeing. Ou os proprietários do frigorífico Friboi, que acabam de comprar a Swift, o maior frigorifico dos EUA e se tornar o maior do mundo. Não existe a necessidade do ufanismo dos tempos dos militares, tipo “Brasil, ame-o ou deixe-o”, mas já existem pessoas que não pensam dessa maneira retrógrada. É preciso ter esperança e fé de que esta Nação não será apenas o País do futebol, mas um celeiro para o mundo e um exemplo para seus irmãos do Hemisfério Sul de um País que vai dar certo.
Márcio M. Carvalho