08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Lucius de Mello


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Retornando à cidade para proferir uma palestra no Café Filosófico “Segundas Intenções”, promovido por Ju Machado Escritório de Arte, o jornalista Lucius de Mello me fez relembrar uma entrevista na TV Globo local, no jornal das 13 horas, num morno sábado de dezembro, em 1996, quando eu discorri sobre o meu livro “A Violência na História de Bauru”. Foram em torno de 6 minutos de diálogo literário, quando entrevistado e entrevistador inteiraram-se das particularidades dessa produção e da literatura em geral. Pena que eu não solicitei, na época, uma cópia desse momento, tão significativo para mim. Lucius foi para São Paulo, pertence aos quadros da TV Futura. Editou um livro sobre a vida de Eny Cesarino e sua casa de prostituição que, bem ou mal, tanto difundiu Bauru. Ela mantinha, com a dignidade possível da profissão, um prostíbulo de luxo que foi visitado por turistas dos mais variados recantos, sisudos senhores locais e políticos (até governadores de Estado), que marcaram alegres reuniões naquele logradouro. Seu livro repercutiu em todo o País e preencheu uma lacuna histórica local. Agora ele lançará um livro sobre a presença de refugiados judeus que vieram para o Paraná, narrando os percalços enfrentados com essa fuga ao nazismo e a incompreensão do governo brasileiro em facilitar-lhes “A Travessia da Terra Vermelha”, título da obra que será lançada primeiro em Paraty e, em 4 de agosto, no espaço cultural que o Aeroclube Bauru preparará para esse evento.

Irineu Azevedo Bastos