10 de julho de 2026
Nacional

Ministro do Planejamento prevê crescimento maior no 2º trimestre

Folhapress
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Brasília - O ministro Paulo Bernardo (Planejamento) disse acreditar que o avanço da economia será mais intenso no segundo trimestre do ano e que a projeção de crescimento do governo, de 4,5% para 2007, será alcançada. “Com certeza o segundo trimestre vai ter um resultado melhor, não só porque a base é fraca, mas porque está havendo uma aceleração. A nossa meta é de 4,5% e estamos apostando que vamos conseguir e, possivelmente, até ultrapassar”, afirmou o ministro.

Para ele, o resultado do primeiro trimestre só não é maior devido ao crescimento das importações. Mas isso, para ele, será positivo no futuro, porque essas importações contribuem para o aumento da formação bruta de capital fixo (taxas de investimento).

No primeiro trimestre a expansão desse indicador foi de 7,2% na comparação com o mesmo período do ano passado. “Isso vai gerar um crescimento maior na seqüência.” Bernardo lembrou ainda que dados já divulgados pela indústria mostram um segundo trimestre mais aquecido. Como exemplo, ele citou o setor automobilístico que cresceu 8,3% no quarto e quinto meses do ano, contra 3,8% entre janeiro e março.

O ministro admitiu que há espaço para reduzir a meta de inflação para o ano que vem, mas que o assunto ainda não foi debatido no governo. A meta neste ano é de 4,5% do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). No entanto, ele afirmou que isso só será definido em reunião com o ministro Guido Mantega (Fazenda) e com o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.

Câmbio em queda

Se a queda do dólar foi um dos fatores responsáveis pela desaceleração do PIB, permitiu, por outro lado, o avanço dos investimentos, que ficaram mais baratos. No primeiro trimestre de 2007, houve crescimento de 2,1% ante o quarto trimestre de 2006, quando a expansão havia sido de 1,8%. Já na comparação com o mesmo período do ano anterior, o ritmo crescimento dos investimentos cedeu de 9,6% no quarto trimestre de 2006 para 7,2% nos três primeiros meses de 2007.

A taxa de investimento (proporção do total de investido em relação ao valor do PIB) ficou em 17,2% no primeiro trimestre de 2007, no mesmo nível registrado em igual período de 2006 e mantendo-se como a mais alta desde o primeiro trimestre de 2001 (18,2%). Um dos principais motivos para o incremento dos investimentos é o aumento das importações de máquinas e equipamentos na esteira do dólar mais baixo. “A valorização do real possibilitou um barateamento dos investimentos no País”, disse Bráulio Borges, economista da LCA.

Para Marcela Prada, economista da Tendências, além do efeito do câmbio, os investimentos também são beneficiados pela previsão dos empresários de que haverá aumento do consumo num cenário de maior estabilidade.