São Paulo - As praças de pedágios da malha rodoviária sob concessão privada do Estado de São Paulo terão reajuste de até 4,4% a partir do dia 1 de julho. O aumento atinge as praças de pedágio das 12 concessionárias, que controlam 3.500 quilômetros de rodovias em 178 municípios paulistas. Só nessas rodovias, o fluxo de veículos no ano passado foi de 348,8 milhões de veículos.
A correção corresponde ao Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) acumulado nos últimos 12 meses, conforme medição da Fundação Getúlio Vargas até maio. O IGP-M é a forma de reajuste estabelecida nos contratos firmados com as concessionárias, num critério que se tornou polêmico porque teve elevação superior aos demais índices de inflação.
No ano passado, treze das 80 praças de pedágio tiveram redução da tarifa de R$ 0,10 e R$ 0,20. A diminuição ocorreu porque, no ano passado, o IGP-M fechou os 12 meses em queda de 0,33%. Como o índice foi baixo e as tarifas obedecem a regra do arredondamento, em alguns casos, o preço pago pelo usuários nas estradas e rodovias não sofreu alteração.
No entanto foi a única vez desde a privatização das rodovias, há nove anos, que as tarifas não tiveram aumento.
A Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) informou que está realizando os cálculos que vão apontar as tarifas das praças de estradas e rodovias onde é cobrado pedágio. A tabela pode ser divulgada até dez dias antes da aplicação dos valores.
A agência informou ainda que não pode determinar se a alta será de exatamente 4,4% porque o governo do Estado pode determinar subsídios ou parcelamentos.
Os novos valores começam a vigorar no dia 1 de julho. Os reajustes estão previstos nos contratos assinados entre o governo do Estado e as concessionárias que administram as estradas e rodovias.
Em 2005, o reajuste foi de 9,08% e, em 2004, de 7%. Em 2003, a alta acumulada pelo IGP-M e repassada aos pedágios foi de 31,52%, parcelada em duas vezes, uma de 23,64% no meio do ano e outra de 6,37% em dezembro.
Motos
O diretor-presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), Moacyr Duarte, defendeu a cobrança da tarifa de pedágio para motocicletas na malha concedida em São Paulo, como já ocorre, por exemplo, na rodovia Presidente Dutra, em estradas do Paraná e na ponte Rio-Niterói.
“Cobrança de pedágio de motos é uma tendência, não pela receita que as motos podem propiciar, mas porque é um usuário que cada vez mais utiliza as rodovias e que, apesar de não desgastar o pavimento, exige muito dos serviços com acidentes, por exemplo”, disse Duarte. “Não é razoável que use se sem pagar e a tendência é essa, apesar de em São Paulo não ter nada decidido”, concluiu.