Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra Marta Suplicy (Turismo) lançaram ontem o Plano Nacional de Turismo 2007-2010. A expectativa é gerar 1,7 milhão de novos empregos, e o ingresso de US$ 7,7 bilhões em divisas para o País.
Como já estava previsto, foi reafirmado que, em agosto, será anunciado um programa exclusivamente para aposentados e pensionistas.
A idéia é envolver governo e setor privado, gerando R$ 12,5 bilhões para empreendimentos como ampliação de categorias de serviço (hotéis, escolas de hotelaria etc) e financiamentos pelos bancos públicos.
Marta disse que a meta de crescimento do setor, gerando novos empregos, é de 4,9% até 2010, focalizando 65 locais turísticos, inclusive as Capitais, todas com padrão que a ministra chamou de “cinco estrelas internacionais”. “A nossa prioridade é dar musculatura ao setor, fortalecendo o mercado interno”, disse.
A ministra lembrou ainda que o Brasil é o sétimo país na realização de eventos internacionais, e o objetivo é incrementar ainda mais esta posição.
Pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), vão ser investidos R$ 504 bilhões na expansão da infra-estrutura interna - construção, adequação e duplicação de estradas, além de 2,6 mil quilômetros de ferrovias - e melhoria de 12 portos e 20 aeroportos.
O presidente Lula destacou que a importância do programa é dar acesso ao turismo e lazer a todos no País. Segundo Lula, sua família nunca pôde viajar fazendo turismo. “A gente ia no aeroporto só ver o bichões voarem e subirem”, afirmou.
De acordo com a ministra, as empresas turísticas tiveram um faturamento de R$ 29,6 bilhões em 2006, o que representa um crescimento de 29% em relação a 2005. Segundo ela, o Brasil recebeu número recorde de visitantes, que gastaram US$ 4,3 bilhões.
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‘Frase infeliz’
São Paulo - A ministra Marta Suplicy (Turismo) divulgou nota na tarde de ontem se desculpando pela “frase infeliz” dita no lançamento do Plano Nacional de Turismo 2007-2010.
Mais cedo, questionada sobre a crise nos aeroportos, ela afirmou: “Relaxa e goza porque você esquece todos os transtornos depois”.
Após a polêmica causada pela declaração, a ministra divulgou nota afirmando que não teve o objetivo de “desdenhar” o sofrimento da população que enfrenta filas nos aeroportos, atrasos e cancelamentos de vôos. “Quero pedir desculpas aos turistas e a todos os brasileiros pela frase infeliz que proferi hoje (ontem), ao término de uma entrevista coletiva. Não tive por intenção desdenhar, muito menos minimizar os transtornos que estão sendo enfrentados pelos usuários do transporte aéreo.”
A ministra afirma que ela mesmo já sofreu com os problemas da crise nos aeroportos. “Minha intenção foi dizer aos jornalistas e à população que viajar vale a pena, mesmo que os problemas nos aeroportos demorem um pouco mais.”