08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Gênero da peça: drama


| Tempo de leitura: 1 min

“Um absurdo!” É o que todos aqueles que viram ou ouviram falar sobre o “incidente” ocorrido no último dia 26 - no qual uma simulação de um resgate policial acarretou a morte de um adolescente de 13 anos, atingido com munição real ao invés de balas de festim – dizem a respeito do caso.

É uma situação quase inacreditável! Um país que se diz pacífico, que teoricamente permanece distante de guerras oficiais, buscando equiparar-se àqueles onde a paz realmente prevalece. Mas, por trás das cortinas, esconde uma realidade diferente. A falta de responsabilidade policial atingiu o ápice. Como viver tranquilamente, sendo que podemos ser mortos a qualquer instante por um “descuido”?

Quantas vidas mais serão tiradas “acidentalmente” antes que a situação seja resolvida? Quantos sonhos serão interrompidos? E talvez a pergunta principal, quando teremos as respostas? Estamos no Brasil: longe das guerras iraquianas, mas próximo aos conflitos armados nas favelas. É essa a realidade em que vivemos, que nos acostumamos a viver. Por quê? Temos em mãos o equipamento necessário para reverter esse quadro, basta lermos o “manual de instruções” e colocá-lo em prática. Basta abrir os olhos e manifestar nossa insatisfação, não apenas comentar sobre os fatos, como se fossem apenas mais uma peça desse imenso teatro.

Camila Fernandes Aguiar