09 de julho de 2026
Política

Duplicação de trecho custa R$ 200 mil

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 2 min

Enquanto o viaduto não sai, a prefeitura bauruense já estuda uma alternativa para melhorar a segurança na passagem de nível da avenida Comendador José da Silva Martha. Segundo a assessoria de imprensa da administração, a Secretaria Municipal de Planejamento já concluiu estudo para duplicação de trecho de cerca de 300 metros da via nas proximidades do cruzamento com a linha férrea.

O documento foi encaminhado ao prefeito Tuga Angerami, que irá analisá-lo para verificar se é possível realizar a obra neste momento. No local, conforme a assessoria, a prefeitura já realizou serviços de terraplanagem e determinou a retirada de outdoors para melhorar a visibilidade dos motoristas que cruzam a linha férrea.

O Secretário Municipal de Planejamento, Leandro Joaquim, revelou que o custo estimado para a obra é de R$ 200 mil e, caso tivesse a execução aprovada pela administração, levaria cerca de 60 dias para ser concluída. “Precisaríamos de guias e sarjetas, além de 300 metros de pavimentação e uma área de recape grande que teria de ser mexida”, disse.

Joaquim adiantou, ainda, que a duplicação não impede a construção do viaduto. “Só que a duplicação teria de ser feita primeiro, mas dá para os dois existirem. Ela precisa ser feita em algum momento porque terá de ser feito um desvio no local. Essa questão traumática em um futuro próximo vai voltar à baila porque a projeção do viaduto é sobre a avenida existente, com uma pista em cima de outra”, frisou o secretário.

Em levantamento realizado no final do ano passado, a passagem de nível da Comendador José da Silva Martha registrou quase 2 mil veículos/hora na área de estrangulamento em horário de pico e de 500 veículos/hora em média nos demais horários. “Há uma pista em aclive com mais de 15% na passagem que dificulta e uma curva com o fim do trecho da avenida duplicada que também gera problemas”, analisou o titular da Seplan.

Já o prefeito Tuga Angerami, em reportagem recente do JC sobre o assunto, reconheceu que o tráfego no local está “estrangulado”. “Aumentou muito o movimento de carros nessa região e agora virou um corredor vindo até a saída da Bauru-Piratininga com o Lago Sul, além de outros bairros na região até o Recinto Mello Moraes”, citou na ocasião.

Na mesma matéria, o chefe do Executivo bauruense lembrou também da existência da rede de galeria de águas pluviais na altura da passagem férrea, o que ajuda no custo do projeto de duplicação. “Isso facilitaria o projeto, mas a interligação da duplicação é necessária e, se o viaduto sobre os trilhos for viabilizado, é um gargalo importante que se resolveria”, ressaltou Angerami.