10 de julho de 2026
Bairros

Bombeiros acham gambiarras perigosas em mangueira de gás

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Um item de segurança imprescindível em qualquer cozinha, mas que muita gente não presta atenção. A mangueira e a válvula que regula a pressão do gás têm prazo de validade e precisam ser trocadas periodicamente. Para evitar acidentes e prevenir incêndios, muito comuns nesta época do ano, o Corpo de Bombeiros de Bauru, em parceria com uma distribuidora de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), trocou mais de duas centenas de dispositivos no Ferradura Mirim, ontem após achar gambiarras perigosas.

As substituições começaram pela manhã. Cerca de 25 homens do 12º Grupamento de Bombeiros policiais militares e assistentes sociais participaram da “Operação Chama Segura”. Em cada um dos domicílios visitados, os bombeiros verificaram a situação das mangueiras e válvulas e trocaram os dispositivos vencidos ou danificados. No total, 250 equipamentos foram doados pela Liquigás para serem instalados em Bauru.

Enquanto faziam as substituições, os bombeiros orientavam os moradores sobre cuidados e os riscos de mangueiras e válvulas com problemas. Nas casas visitadas, os principais problemas verificados foram dispositivos de má procedência e reparos emergenciais, que acabam ficando, as famosas “gambiarras”. “Encontramos de tudo. Saquinhos amarrando as mangueiras, arames, aparelhos com marteladas”, enumera o sargento Vinícius José da Silva.

A maioria das famílias visitadas pelos bombeiros desconhecia a necessidade de trocar os dispositivos. Outras não possuem condições financeiras para comprar mangueiras e válvulas novas. O risco de uma tragédia também era desconhecido. “Um reparo mau feito ou um equipamento vencido, podem facilitar um vazamento de gás. Se for num local confinado, quando houver alguma faísca, pode provocar uma explosão ambiental. Outra possibilidade é pegar fogo na mangueira e espalhar pela cozinha”, explica Silva.

No Ferradura Mirim, muitas casas são construídas com madeira, diversas residências servem para guardar recicláveis e todas casas são muito próximas uma da outra. Um incêndio num casebre pode destruir as moradias dos vizinhos rapidamente. “Esse foi um dos motivos que nos levaram ao Ferradura Mirim”, observa o sargento Vinícius. “E com essas trocas, chamadas para combater princípios de incêndio caem sensivelmente”, avalia. Assistentes sociais do projeto Seara de Luz e do Centro de Referencia de Assistência Social (Cras) do bairro, acompanharam o trabalho dos bombeiros. Os bombeiros também deram orientações sobre a mangueira de gás na Praça Rui Barbosa.