08 de julho de 2026
Esportes

Tênis

Por Texto - Gabriel Pelosi | Consultor - Celso Sacomandi
| Tempo de leitura: 5 min

Encaminhando a garotada

Quem nunca passou pela experiência de entrar numa quadra de tênis para uma partida ou apenas para um simples bate-bola, sem a presença (ajuda) do pegador de bolas. Ah! como eles são importantes, não importa o nível dos jogadores. Em outros países, eles não existem. Você deve estar pensando, existem sim. Quando assisto aos profissionais pela TV, em todos os jogos eles estão lá. Acontece que esses meninos que vemos, na verdade são jovens que estão apenas naquele torneio e são, às vezes, tenistas infantis, filhos dos organizadores, admiradores, e não fazem aquilo como profissão. Aqui no Brasil, sim. A maioria é de origem extremamente simples e estão ali para ajudar a renda familiar. Pelo fato de estarem na quadra todos os dias por várias horas, acabam por aprenderem a jogar apenas olhando e quando têm uma chance de baterem uma “bolinha”, parece quem já jogam há muito tempo. Muitos deles, quando mais velhos, se tornam grandes jogadores e depois professores, outros são encaminhados a vários empregos, pois acabam convivendo com gente de um nível alto, o que normalmente não ocorreria em outros ambientes. No Bauru Tênis Clube, muitos deles acabam adiquirindo “amor” pelo clube e, mesmo depois de grandes, se surge uma chance, ficam. Nas fotos acima, tiradas por Celi Leme, estão José da Silva (zelador de quadra), Paulo Henrique Barreto (zelador de quadra), Antônio Alves de Souza (encarregado das quadras do BTC-Campo), Luiz Henrique Pereira (zelador de quadra), André dos Santos (zelador de quadra), Juliano Souza (técnico de informática e webdesigner do BTC), José Nilton Reis (encarregado geral da sede social), Celso Oliveira, o Negão (concessionário da lanchonete da sede social), Rodrigo Marinho (encarregado de quadra), Éder Pacífico (professor de tênis), Wagner Aparecido Freire, o Tatu (encarregado geral das quadras de tênis), Lázaro Ferrati (encarregado das piscinas da sede social)

Quem sabe no Pan

O tênis brasileiro sofre com a falta de renovação. Este é um dos motivos para o pior desempenho do Brasil no cenário internacional nos últimos anos. Nos jogos Pan-Americanos nossa equipe masculina é formada por três atletas e todos com mais de 25 anos. A esperança dos três atletas é que o Pan sirva para reerguer (pois já não são meninos) suas carreiras com um resultado expressivo, salvando o ano. No Pan de Mar del Plata (ARG), em 1995, Guga estando com 18 anos, acabou sendo eliminado na primeira rodada de simples e primeira de duplas. Dois anos mais tarde conquistaria seu primeiro titulo de Roland Garros. Em 1999, Winnipeg (Canadá) revelou André Sá. Em 2003, não houve revelação e sim uma coroação da carreira de Fernando Meligeni, terceiro melhor brasileiro da história do ranking de simples, somente atrás do Guga e de Thomas Koch. Meligeni venceu o chileno Marcelo Ríos na final. Essa partida encerrou a carreira do brasileiro em jogos oficiais. Nos Jogos do Rio, poderemos brigar por medalhas, pois nossos tenistas, se já passaram pelo ápice de suas carreiras, pelo menos são experientes e sabem ganhar. Os Estados Unidos, tradicionalmente forte em qualquer esporte, no caso do tênis, já declaram que participarão com uma equipe de universitários. Se a Argentina também não vier com seus melhores, nossas chances aumentam consideravelmente.

Barragem BTC-2007

A tradicional barragem do clube de campo do BTC vai dar uma parada no mês de julho, atendendo a pedido dos participantes, pois muitos estarão viajando (os grupos ainda estão na fase classificatória). No clube da cidade ou sede social, os jogos continuam durante o mês de julho, inclusive com a barragem de duplas, que é jogada às quartas-feiras e que tem tido ótimas e equilibradas partidas, fato que tem animado jogadores e espectadores. Após as partidas, uma parada na lanchonete do clube (Bar do Negão) acaba sendo quase que obrigatória, para confraternização e comentários sobre os jogos recém terminados. A partir das 18h30 de hoje, serão disputadas as partidas de semifinal do Grupo Especial. Os jogos serão: André Cury x Gustavo Siécola e Luiz Rino x Guilherme Destefani. Vale a pena conferir. Já o Grupo 1, também na sede social, disputado todas as quintas-feiras, por envolver mais jogadores, ainda esta na fase classificatória.

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Dica

Se você relaxar o “grip” (cabo da raquete), não poderá controlar a bola. Uma bola golpeada com firmeza ao atingir as cordas sairá desordenadamente se o grip estiver relaxado. Não faça uso da quebra de pulso, exceto no saque e nos smachs (golpe dado por sobre a cabeça). Lembre-se: pulso e dedos firmes, porém, braço relaxado. Após o término do golpe, relaxe também o grip, para não cansar e não causar dores no braço “tennis elbow” (cotovelo de tenista).

Curiosidades 1

O torneio de Wimbledon só permite que os jogadores usem roupas brancas. Porém, a francesa Tatiana Golovin disputou duas partidas com um short vermelho em baixo da saia. A organização do evento disse que ela não foi punida porque aquilo não era um short e sim uma calcinha, e eles não podem controlar a cor das peças intimas dos jogadores.

Curiosidades 2

A premiação (dinheiro) em Wimbledon é: perdedores da primeira rodada US$ 20 mil, segunda rodada US$ 32.627, terceira rodada US$ 54mil, oitavas de final US$ 95.050, quartas U$ 177 mil, semi US$ 350 mil, finalista US$ 700 mil, campeão US$ 1.400.000. Mesmo com essa premiação, o russo Safin, que ganhou 54 mil dólares por ter perdido na terceira rodada, reclamou o tempo todo sobre o preço exorbitante das comidas no restaurante dos jogadores no complexo londrino.