11 de julho de 2026
Nacional

Guardas de presídio atiram contra helicóptero; mochila salva piloto

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

São Paulo - Agentes de escolta e vigilância penitenciária da muralha do Centro de Detenção Provisória (CDP) Campinas-Hortolândia (distante 105 quilômetros de São Paulo) atiraram contra um helicóptero que fazia um sobrevôo nas unidades do complexo por volta das 9h30 de ontem. Os tiros atingiram a fuselagem da aeronave e foram parar na mochila do piloto do helicóptero, que nada sofreu.

Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária os tiros foram efetuados pois o helicóptero estava muito próximo das unidades sem nenhuma comunicação prévia. Ainda segundo a secretaria, os tiros foram de advertência e foram disparados para evitar possíveis tentativas de resgate aéreo. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, em registro feito na 3.º Delegacia de Polícia de Campinas, o piloto e dois mecânicos que o acompanhavam declararam ser prestadores de serviço da Embraer.

Eles afirmaram ter saído do aeroporto de Gavião Peixoto (313 quilômetros de São Paulo) - cidade em que a Embraer mantém uma unidade - na manhã de ontem e iriam até a base aérea de Santa Cruz, no Rio. A empresa não foi localizada para comentar o assunto.

O grupo afirmou que sobrevoava o presídio pois iriam parar para abastecer a aeronave no aeroporto dos Amarais, em Campinas. Mesmo atingido pelos tiros, ele conseguiu seguir rumo ao aeroporto dos Amarais, onde conseguiu pousar. Ao descer, percebeu que havia furos na fuselagem. O piloto só percebeu que os projéteis foram parar em sua mochila ao descer da aeronave. Os três ocupantes passam bem.

A determinação de atirar contra helicópteros que sobrevoassem presídios no Estado de São Paulo foi feita na gestão do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), no ano de 2002.