• De fora
Enquanto o racionamento de gás afeta a produção industrial automotiva argentina, novidades sobre quatro rodas surgem no país vizinho. Só que vindas de fora. Uma delas é a Renault Grand Scénic, importada da França, mostrada no Salão de Buenos Aires. O monovolume é a versão alongada, com sete lugares, da segunda geração do modelo e é vendido nos pampas a partir de 110 mil pesos – R$ 70 mil – apenas com motor 2.0 de 135 cv e com câmbio manual ou automático.
No Brasil, a Renault ainda não tem planos de trazer a Grand Scénic, embora esta possibilidade não esteja totalmente descartada. A marca fabrica e comercializa por aqui a geração antiga da minivan média e executivos da marca já avisaram que a montadora não têm a menor intenção de fabricar a nova versão do monovolume em São José dos Pinhais (PR).
Outro modelo que dá as caras por lá é o reestilizado Volkswagen Golf, lançado aqui em abril. As importações podem amenizar o risco de desabastecimento na Argentina. O fornecimento de gás para indústrias e comércio foi sacrificado. Na unidade da PSA Peugeot Citroën em Palomar, a calefação já foi cortada para economizar energia, apesar do frio que assola o país. A unidade de caminhões da Iveco também cortou o aquecimento, distribuiu casacos polares para os empregados e colocou 2/3 deles em férias. Estima-se que, desde maio, quando começou a crise energética, a produção industrial argentina tenha recuado quase 20%.
• Para garagens chiques
Nos Estados Unidos, a riqueza anda lado a lado com a oferta de automóveis. A revista de economia “Forbes” fez um levantamento e listou os dez modelos de preço mais extravagante do mercado norte-americano. O campeão é o superesportivo de 1001 cv Bugatti Veyron, que custa nada menos que US$ 1,4 milhão – aproximadamente R$ 2,7 milhões. Em seguida, vem o Mercedes-Benz SLR McLaren 722 Edition. O ianque que quiser levar para a garagem os 650 cv da série especial do modelo tem de desembolsar nada menos que US$ 482 mil, o equivalente a R$ 950 mil.
Em terceiro na lista ficou o sedã de luxo Maybach 62S, de US$ 428 mil. Em quarto lugar ficou o Rolls-Royce Dophead Coupé, que tem preço de US$ 412 mil, em quinto o Lamborghini Murciélago LP640, de US$ 362 mil, e em sexto o Bentley Azure, com US$ 337 mil. Completam a lista a Ferrari 599 GTB Fiorano – US$ 280 mil –, o Aston Martin DB9 Volante – US$ 175 mil –, Porsche 911 Turbo Cabriolet – US$ 136 mil – e o Maserati Quattroporte Automatic Executive GT, que custa ‘apenas’ US$ 126 mil.
• Tema recorrente
O preocupante tema ambiental chegou ao seminário da SAE Brasil. O 16.º Congresso e Exposição Internacionais de Tecnologia da Mobilidade, que vai ser realizado em novembro, em São Paulo, debaterá a busca por tecnologias mais limpas que aumentem a segurança veicular e evitem o aquecimento global. O evento promete reunir engenheiros e executivos de montadoras de automóveis, caminhões, ônibus, aviões, trens e máquinas agrícolas, além de fabricantes de autopeças. Outro tema preocupante que será enfocado no encontro é o da segurança veicular. Segundo estudos da própria SAE, uma redução de 10% nas cerca de 35 mil mortes/ano no trânsito geraria uma economia de R$ 2,8 bilhões aos cofres públicos. O congresso também terá exposição de 170 artigos técnicos, uma mostra de engenharia e 18 fóruns de debates ao todo.
• Pretensão italiana
A partir deste mês, a fábrica da Fiat-Iveco em Sete Lagoas (MG), será aproveitada para a pintura de carrocerias do furão Fiorino. Com as vendas aquecidas no mercado nacional, a montadora sonha em elevar sua produção de veículos em Betim em 20 mil unidades por ano.