A nascente do córrego Água do Sobrado está localizada exatamente no coração da maior erosão da cidade. Segundo cálculos de Álvaro de Brito, adjunto da Defesa Civil do Estado, ela tem cerca de 600 metros de cumprimento por 60 metros de largura e, em algumas localidades, chega a formar barrancos de até 25 metros de altura.
Bem próximo à nascente, pode-se observar o solo molhado na extensão do leito. A certa altura, a parte baixa do barranco parece estar sendo “comida”. “A pouca água se infiltra no solo e deixa a base instável. Quando chove, essa parte de terra desbarranca e encobre o leito, impedindo a água de seguir seu curso normal”, identifica Brito, que, assim como Rodrigo Agostinho, destaca a falta de planejamento para o escoamento da água da chuva como principal agravante do processo.
De acordo com o titular da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma), são necessários R$ 6 milhões para recuperar a área onde está a erosão. “Existe um projeto pronto que já está na Seplan (Secretaria Municipal de Planejamento). O problema é a disponibilização de recursos”, revela o secretário.
No projeto, além da recuperação da região, consta a construção de uma barragem. “Esta é uma das obras mais prioritárias do ponto de vista de controle de enchentes na cidade e visa conter a água que hoje cai na Alfredo Maia e causa alagamentos”, diz Agostinho.