07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

• “Derico” do Tuga

Walace Sampaio comentou, com humor, o envio de projetos à ALL para a instalação de cancelas nas passagens ferroviárias, conforme o exigido pela Justiça, no início do mês. É que Sampaio é secretário de Desenvolvimento Econômico, mas ele tem sido chamado para atuar em casos como aeroporto, instalação do Poupatempo e cancela de ferrovia. “Daqui a pouco vou ser apelidado de Derico”, brincou, em alusão ao músico do sexteto de Jô Soares que sempre dá pitaco em temas aleatórios.

• ‘Bauru x Ribeirão’

É com este título que o leitor Celso Maziteli Neto, do jornal A Cidade, de Ribeirão Preto, assina carta naquele periódico tratando da gestão política de Bauru para tentar homologar o transporte de cargas para o aeroporto local. “Senhores, a notícia foi extraída do Jornal da cidade de Bauru, edição de 27 de junho! Ela mostra, com clareza, que essa cidade quer nos roubar o maior fomento da história da Alta Mogiana e não podemos deixar que isto aconteça”, diz a carta.

• Resistência do piso

O leitor de Ribeirão Preto cita um tema que Carlos Lopes, de Botucatu, também levantou na Tribuna do Leitor do JC na última terça-feira. Segundo ele, é preciso verificar a resistência do pavimento da pista do aeroporto de Bauru, que pode não ser adequada à demanda por quilo necessária para receber aeronaves cargueiras, conforme se pretende. Hoje, em audiência na Anac, o prefeito Tuga Angerami poderá discutir este e outros detalhes do tema.

• Maior que o nosso

O leitor de Ribeirão Preto parece ter informações sobre a discussão. “Mas há um detalhe que creio seja interessante na questão do aeroporto! O novo aeroporto de Bauru tem PCN (Pavement Classification Number) 31 F/A/X/T, ou seja, baixo. Este número mede a resistência do pavimento asfáltico e limita a operação de aeronaves conforme seu peso por metro quadrado. Neste sentido, o aeroporto de Bauru suporta aeronaves que demandem até 31 mil quilos por metro quadrado de contato no solo! Já o de Ribeirão tem PCN 51, ou seja, é bem maior que o de Bauru!”, diz a carta.

• Mancada salarial

A falta de planejamento ou de discussão no mínimo antecipada das obrigações relativas ao 13º salário para pensionistas e aposentados vai exigir que a Fundação de Previdência (Funprev) acabe depositando o valor para esse contingente hoje. A não ser que o prefeito Tuga Angerami (que estará em Brasília) libere recursos para isso, o que é improvável, a fundação terá de tirar de seu caixa e depois cobrar da prefeitura.

• É proibido falar

O presidente do diretório Municipal do PHS, José Leme, cuja candidatura a deputado não rendeu bom resultado nas urnas no ano passado, está desautorizando qualquer militante da legenda a falar com a imprensa. Em ofício enviado ao JC, ele diz que “fica proibido qualquer pessoa que queira dar entrevista usando o nome ou falando em projetos de campanha eleitoral pelo partido”. Seria melhor o dirigente dialogar com seus militantes. Com esta mão-de-ferro, vai acabar ficando sem apoio até dentro do partido. Afinal, ele tem se colocado como pré-candidato a prefeito em 2008.