08 de julho de 2026
Geral

Bauru terá casa-abrigo para mulheres

Dayran Carvalho
| Tempo de leitura: 3 min

Após anos de reivindicação, o Conselho Municipal da Condição Feminina de Bauru está acompanhando os últimos passos para instalação de uma casa-abrigo na cidade, onde vão se hospedar mulheres vítimas de agressão ou ameaça por parte de seus companheiros. O projeto está na etapa final, na de levantamento de custos, elaboração do edital de licitação e procura de imóvel. A previsão é que até o final de setembro o abrigo já esteja funcionando.

Cristina Souza, diretora do Departamento de Proteção Social e Especial da Secretaria Municipal do Bem Estar Social (Sebs), informou que a verba para a manutenção do abrigo será proveniente do Fundo Municipal da Assistência Social e que a administração não será da prefeitura. Segundo ela, o edital de licitação está quase pronto. Após a publicação deste edital, as instituições, entidades sociais ou organizações não governamentais (ONGs) que tiverem interesse em administrar o abrigo poderão se inscrever.

Haydee das Dores de Souza, presidente do Conselho Municipal da Condição Feminina, afirma que este é um projeto de extrema importância. “Muitas mulheres que são vítimas de violência física e psicológica e, inclusive, correm risco de morte, continuam a viver com seus companheiros por não ter para onde ir. Ou vão para lugares que não lhe oferecem proteção alguma. Então, o nosso objetivo é protegê-las até que tenham condições de levar suas vidas com dignidade”, explica.

Ela conta que o projeto é baseado em pesquisas feitas em São Paulo, onde há muitos abrigos funcionando. “Num primeiro momento, vamos seguir os padrões de lá e ver se eles se adequam às necessidades locais. Quando o abrigo já estiver em funcionamento, perceberemos o que dará certo ou não. Aí poderemos adaptar à nossa realidade”, esclarece.

A casa-abrigo acolherá tanto as mulheres vítimas de violência quanto seus filhos. Lá, eles receberão assistência de psicólogos, agentes educacionais e assistentes sociais. O prazo que os acolhidos poderão permanecer no abrigo ainda não foi definido, mas Souza informa que será o tempo suficiente para que as mulheres possam conseguir um emprego, encontrar uma casa e sustentar a si e aos seus filhos. Nos abrigos de São Paulo, o prazo varia entre 3 e 7 meses.

Locação

Haydee de Souza informou que, inicialmente, não será construído um prédio para a casa-abrigo. Provavelmente, as instalações serão feitas em um imóvel alugado. “Não daria tempo de acertar tudo o que precisa para conseguir permissão e construir. Queremos colocar o abrigo para funcionar o mais rápido possível. É para ontem”, diz ela.

Na agenda do Conselho Municipal da Condição Feminina de Bauru deste mês está a participação na 2ª Conferência Estadual de Políticas para Mulheres, em São Paulo, nos próximos dias 11, 12 e 13, onde 22 delegadas representarão o município. Lá, elas poderão ser escolhidas como delegadas para participar da Conferência Nacional, que será realizada em Brasília no mês de agosto. “O Conselho da Condição Feminina está conseguindo impor o respeito que merece”, finaliza Souza.

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Flores

O Conselho da Condição Feminina lançou o projeto “Embeleza Bauru”, que visa deixar a cidade mais bonita no dia do seu aniversário, 1 de agosto. Para isso, o conselho conta com a colaboração dos empresários e da população em geral para que doem mudas de flores e participem do plantio.

As mudas serão plantadas nas entradas e jardins da cidade no dia 1 de agosto, quando Bauru completará 111 anos. As doações poderão ser encaminhadas para a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) Informações pelo telefone (14) 3227-9501.