08 de julho de 2026
Bairros

Mais complicado do que parece

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 1 min

A doutora em educação Maria do Carmo Monteiro Kobayashi, coordenadora do curso de especialização em psicopedagogia, professora assistente da Universidade do Sagrado Coração (USC) e professora assistente doutora do Departamento de Educação da Universidade Estadual Paulista (Unesp), questiona não só o critério das estatísticas apresentadas pelo Ministério da Educação, mas também o futuro da alfabetização no País.

Ela destaca que além de combater o problema da falta de alfabetização com educação para jovens e adultos, é necessário investimento pesado para manter o aluno na sala de aula. “Investir em educação para jovens e adultos mostra que o investimento na faixa escolar ideal não está dando resultado”, pontua.

Outro ponto levantado pela educadora é o problema da aprovação continuada no Estado. “A prova perdeu a sua característica de avaliar o que foi aprendido e retomar conteúdo”, avalia. Os professores, por defasagem salarial, encontram dificuldades de manter uma formação constante.

Um dos principais problemas levantados por Kobayashi é a sintonia entre professores e alunos. “O professor precisa saber o que o aluno está vivenciando para poder atingi-lo. Assim o aluno vai valorizar o professor”, observa.