07 de julho de 2026
Leonardo de Brito

Em Confiança

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 4 min

REGIONAIS

Anos atrás, Bauru deitava e rolava nos Jogos Regionais. Era como a participação dos Estados Unidos no Pan-Americano, principalmente nas décadas de 60 e 70. Não tinha nem graça. Mas nos últimos anos, nossa delegação, que foi sempre a mais numerosa, perdeu a supremacia. Foi bem até quando um dos meus melhores amigos, José Roberto Franco, o Sapé, era secretário de Esportes do município. Nos Regionais deste ano - que mais uma vez serão realizados em São Manuel - nossa cidade corre o risco de cumprir campanha das mais apagadas, porque não teremos os melhores competidores. Sem verba, o esporte competitivo é substituido pelo de lazer, e com isso, os atletas de alto rendimento se transferem para outras cidades. Esse êxodo vem de longe, caso específico do judoca Mário Sabino, participante de Olimpíadas e Mundiais. Já a equipe de ginástica rítmica da Luso defenderá Itapuí. Para complicar ainda mais as coisas, o Noroeste resolveu não enviar seus garotos a São Manuel. Mas nesse caso não se trata de grana – o clube disputa competições estaduais nas categorias sub-15 (infantil), sub-17 (juvenil) e neste sábado estreará na Copa Federação, utilizando a equipe sub-20. É bonito e necessário investir nas categorias de base, mas não é possível a conquista de vôos altos com meninos e meninas das categorias menores, já que as escolinhas preparam os atletas do futuro. Para os Regionais e Jogos Abertos, eventos esportivos mais importantes para Bauru, o ideal seria contar com a força máxima. Na minha opinião, vencer é mais importante do que competir.

SÓ ELE

Parece mesmo que trata-se de uma Seleção Brasileira de um homem só. Aquele sucesso da bossa nova – Samba de uma nota só. Mais uma vez a equipe comandada por Dunga dependeu do futebol de Robinho para conquistar uma magra vitória sobre o Equador e avançar na Copa América. O jogo de quarta-feira, em Puerto La Cruz, foi chato, mas o time canarinho mereceu vencer, apesar do seu futebol medíocre, sem sal e sem açúcar. O esquema tático não funcionou e o time de Dunga continua sem um padrão definido. Com quatro volantes de marcação, o Brasil mostrou-se vulnerável na defesa e falta de objetividade no ataque.

QUE SURRA!

O Vasco, que vinha de três derrotas, a última para o Cruzeiro, reabilitou-se com juros e correção monetária, dando uma surra de bola no Santos. O time carioca pulou para o quinto lugar, enquanto o Peixe segue em décimo-sexto, perto da zona de rebaixamento. Mas não há crise na Vila. Sem querer justificar a péssima campanha do Santos, Vanderlei Luxemburgo vem pregando a renovação no elenco, escalando muitos garotos.

CRISE

O Corinthians voltou a perder, desta vez para o Sport, e afundou na crise de vez. Antes, o problema era apenas entre a cartolagem, mas agora a crise também está em campo. O Alvinegro não vence há quatro rodadas e vinha de derrota para o Palmeiras. Com isso, estacionou nos 12 pontos e despencou para a décima-terceira posição. No primeiro tempo o time pernambucano dominou e abriu a contagem. No segundo tempo o Timão melhorou um pouco com a entrada de Dinélson, que fez um gol bonito. Mas depois caiu de rendimento e acabou levando o segundo gol. Vitória justa do Sport, que marcou bem e teve mais disciplina tática.

HISTÓRIA

O Sertãozinho está entusiasmado para enfrentar o Águia Negra, de Mato Grosso do Sul, neste sábado. Pela primeira vez em sua história, o Touro dos Canaviais participará do Brasileiro da Série C. Além disso, nunca enfrentou um time de outro Estado.

NO PAN

Felipe Carvalho, bauruense que mora no Rio, estará nos Jogos Pan-Americanos. O jovem engenheiro é o coordenador do Estádio Olímpico João Havelange, o já popular Engenhão, o mais moderno do País. O estádio, inaugurado no último fim de semana, para futebol e atletismo, fica em Engenho de Dentro, Zona Norte do Rio de Janeiro. Felipe é filho de José Luiz Carvalho e Sônia Maria Leal de Paiva Carvalho. Parabéns.

MEMÓRIA

Copa do Mundo da Espanha/82: Itália 3 x 2 Brasil, no estádio Sarriá, em Barcelona. Os brasileiros foram eliminados nas quartas-de-final. Paolo Rossi fez os três gols da Azzurra. Falcão e Sócrates descontaram. Árbitro: Abraham Klein (Israel). Público pagante: 45 mil. Itália: Zoff; Gentile, Collovati (Bergomi), Scirea e Cabrini; Oriali, Tardelli (Mariani) e Antognoni; Bruno Conti, Paolo Rossi e Graziani. Técnico: Enzo Bearzot. Brasil: Valdir Peres; Leandro, Oscar, Luisinho e Júnior; Falcão, Cerezo, Sócrates e Zico; Serginho Chulapa (Paulo Isidoro) e Éder. Técnico: Telê Santana.

AQUELE ABRAÇO

Um forte abraço seguintes noroestinos, leitores desta coluna: Osvaldo Dal Col, Toninho Cerveja e Reynaldo Grillo (Nova Jersey, EUA). Alô Roberto, santista roxo e dono do Ponto G, o point mais mais amplo, moderno e bonito da avenida Getúlio Vargas. Milton Pontes Ribeiro também está contente com a volta desta coluna. Grande Milton, obrigado. Aquele abraço.