11 de julho de 2026
Política

Controle aéreo favorece Bauru na competição por aeroporto de cargas

Por Alceu Luís Castilho | Correspondente do JC em Brasília
| Tempo de leitura: 2 min

Bauru está no páreo. Na disputa com Ribeirão Preto e São José do Rio Preto pela transferência de parte das cargas hoje transportadas pelo aeroporto de Viracopos, a cidade ganhou do presidente da Anac, Milton Zuanazzi, uma observação que pode ser decisiva na escolha: ao contrário dos dois demais municípios, o aeroporto de Bauru faz parte do Cindacta II, localizado em Curitiba (PR). Em tempos de caos aéreo, isso significa que a transferência para Bauru ajudaria a aliviar o Cindacta I, em Brasília, um dos principais fatores de estrangulamento do tráfego.

Os Cindactas são os Centros Integrados de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo. Partiu do próprio Zuanazzi, em reunião nesta quinta-feira com o prefeito Tuga Angerami, a informação de que a vinculação com Curitiba, e não Brasília, seria uma vantagem adicional na disputa pelo aeroporto de cargas. Bauru passaria a ser melhor alternativa ao estrangulamento do setor aéreo nacional nesta região.

Angerami estava acompanhado do deputado José Paulo Toffano (PV-SP) e de dois vereadores: o presidente da Câmara, Paulo Madureira (PP) e João Parreira (PSDB), além do secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico, Walace Sampaio.

Segundo eles, o presidente da Anac garantiu que ainda não há nada decidido, e que Bauru está em igualdade de condições com Ribeirão Preto, inicialmente a favorita para a transferência desse tipo de vôo.

De outro lado, a médio e longo prazo, as três cidades devem ser beneficiadas pela necessidade de descentralização dos aeroportos das regiões metropolitanas. Como Viracopos será centro de passageiros, sua demanda por cargas deve ser deslocada para outros centros no Interior.

“No popular, parece que caiu a ficha dele em relação a Bauru”, resumiu o deputado Toffano, referindo-se ao presidente da Anac. Tanto ele como Angerami e Madureira destacaram o fator Cindacta como um dos mais importantes da reunião, na qual foram expostas vários outras vantagens de se transferir os vôos para Bauru.

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Parcerias

Zuanazzi perguntou ao grupo qual a possibilidade que Bauru teria de promover uma Parceria Público-Privada (PPP) para a administração do aeroporto. Madureira disse ao presidente da Anac que isso poderia ser estudado, enquanto que Tuga Angerami argumentou que a possibilidade dependeria de iniciativas dos governos federal e estadual.

O grupo de Bauru disse na porta da Anac, em Brasília, que Zuanazzi registrou a distância de São José do Rio Preto em relação à capital paulista como um fator negativo para a absorção dos vôos de carga. Ribeirão Preto segue na briga, mas os políticos de Bauru acreditam que o município ganhou alguns pontos após a visita.

Bauru ainda aposta nas questões comparativas operacionais mais favoráveis, em relação a Ribeirão Preto.