10 de julho de 2026
Nacional

Suplente assumirá vaga de Joaquim Roriz sob a ameaça de cassação

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Brasília - Suplente do ex-senador Joaquim Roriz (PMDB-DF), que renunciou na noite de anteontem ao mandato, Gim Argello (PTB) afirmou ontem que assumirá a vaga, mas já deve entrar sob ameaça de cassação. O Psol estuda entrar no Conselho de Ética com representação por quebra do decoro devido aos processos judiciais que Argello responde.

Depois de cancelar uma entrevista coletiva, o petebista divulgou nota lamentando o “o fato de assumir ao mandato de senador da República para substituir, de forma intempestiva, o senador Joaquim Roriz”, mas afirmando que “não irá abdicar das elevadas obrigações que lhe aguardam”.

Ele não estabeleceu prazo para que isso aconteça. Argello pode assumir a vaga em até 60 dias, prorrogáveis por mais 30. Antes da renúncia de Roriz - que deixou o senado diante da repercussão de gravação telefônica em que discute a partilha de um cheque de R$ 2,23 milhões -, havia sido cogitada a hipótese de que Argello e o segundo suplente, Marcos de Almeida Castro, também abrissem mão do mandato. Isso levaria a novas eleições. Aliados de Argello afirmaram que, para assumir o mandato, o petebista se ampara na tese de que o Senado não pode processá-lo por supostas irregularidades cometidas antes de ele ter se tornado senador.

Levantamento da reportagem mostrou que Gim Argello tem pendências com a Receita Federal e responde a pelo menos seis processos ou inquéritos civis e criminais, entre eles, um em que é suspeito de ter causado um prejuízo de R$ 1,7 milhão à Câmara Legislativa do Distrito Federal na época em que a presidiu.