09 de julho de 2026
Internacional

Governo da Argentina intervém em distribuidora de gás natural

Folhapress
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Buenos Aires - Coerente com o discurso de atribuir às empresas distribuidoras de gás a maior responsabilidade pela crise energética na Argentina, o governo de Néstor Kirchner interveio ontem na Metrogas, maior empresa do setor, obrigada a substituir seu diretor-geral. Pela manhã, o secretário de Comércio Interior, Guillermo Moreno, fez uma visita à empresa e ameaçou com sanções. Moreno disse que as explicações da Metrogas sobre cortes de fornecimento a indústrias “não pareceram prudentes”, motivo pelo qual se reuniu com os acionistas da companhia.

À tarde, o ministro do Planejamento, Julio de Vido, anunciou que tinha havido uma intervenção temporária na empresa, que foi interrompida depois que os acionistas da Metrogas substituíram o diretor-geral Roberto Brandt por Vito Camporreale, de relação próxima com o governo. Ontem, a Metrogas e outras distribuidoras voltaram a aplicar medidas de restrição de fornecimento de gás às indústrias.

A estimativa da União Industrial Argentina é que o racionamento afete pelo menos 4 mil fábricas, sendo que 300 tiveram que paralisar completamente a produção. As restrições são preventivas, pois os meteorologistas prevêem para domingo o início de uma nova onda de frio, com temperaturas mínimas de até 0C, o que levaria a um aumento do consumo devido ao maior uso de aparelhos de calefação. A prioridade do governo Kirchner tem sido garantir o fornecimento para consumidores domésticos para evitar efeitos políticos negativos da crise energética.