08 de julho de 2026
Bairros

Fronteiras se expandiram na década de 1950

Marcelo de Souza
| Tempo de leitura: 3 min

No começo Bauru era apenas uma área pequena, formando um triângulo entre o rio Bauru, o córrego das Flores (Nações Unidas) e a rua 1o de Agosto. Essa era a realidade em 1884, antes da emancipação política da cidade. Em 1893, o triângulo aumentou sua área, se expandindo até a rua 15 de Novembro.

A partir de 1910, com o surgimento da ferrovia, começou uma explosão demográfica e expansão territorial, que foi aumentando, teve um pico na década de 1950 e chegou bem próximo da realidade atual na década de 1990.

Isso significa que as fronteiras de hoje são recentes, já que a expansão territorial não significava gente morando. Na década de 1950 houve uma explosão de loteamentos que se mantêm até hoje, o que deu origem ao termo ‘cidade sem limites’ (veja quadro).

A arquiteta Maria Helena Rigitano compara essa explosão a um ovo, que é colocado na frigideira e conforme vai esquentando, expande suas bordas para todos os lados, ou seja, Bauru cresceu de forma até ordenada, em termos populacionais, circulando o marco zero da cidade, aquele triângulo citado no início.

No entanto, o ‘boom’ de loteamentos abriu as fronteiras da cidade, e o que era um triângulo foi se transformando em um mapa disforme. Para se ter uma idéia, na metade do século 20, o extremo leste de Bauru era a Vila Antártica, que hoje pode até ser considerada uma região central.

A grande quantidade de loteamentos só parou de se expandir em 1982, quando surgiu a lei de zoneamento. Rigitano conta que na época acusaram a prefeitura de proibir o progresso da cidade, amarrando os novos loteamentos. No entanto, a arquiteta, que ouve as mesmas reclamações atualmente, por causa do Plano Diretor, afirma que o espaço vazio entre os extremos de Bauru é muito grande. “Daria para colocar outra Bauru, dentro da cidade, só ocupando os vazios urbanos”, frisa.

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Prefeitura

A assessoria de comunicação da Prefeitura encaminhou ao JC respostas sobre algumas das principais queixas dos moradores do Residencial Nova Bauru, Santa Terezinha e Val de Palmas.

Pavimentação

O trabalho de pavimentação tem sido realizado de acordo com a disponibilidade financeira do município. A prefeitura tem buscado convênios com o Governo do Estado para viabilizar novas pavimentações, como foi feito com os Núcleos Bauru H, Fortunato Rocha Lima e Mutirão Primavera e, neste ano, recentemente, no Parque Santa Cândida. Há, ainda, previsão de pavimentação de mais sete quadras na Avenida Cruzeiro do Sul.

Núcleos de Saúde

A população dos bairros Santa Terezinha e Val de Palmas é atendida pelos Núcleos Octávio Rasi e Dutra, respectivamente, e estão no raio de atendimento preconizado pelos órgãos de saúde. No caso do Núcleo Nova Bauru, a região conta com três equipes do Programa de Saúde da Família. O programa passará a ter mais uma equipe até o final do ano.

Creches

Hoje o atendimento é feito através das Escolas Municipais de Educação Infantil Integradas (Emeiis) . A Prefeitura, através da Secretaria Municipal da Educação, está promovendo um estudo, através do sistema de geoprocessamento, que vai mostrar por região a demanda por idade, o número de crianças atendidas, a demanda excedente e sua localização. Esse levantamento é que vai direcionar os investimentos do ensino infantil, seja para reformas e ampliações de unidades existentes ou para novas construções.