07 de julho de 2026
Ser

Técnicas e concentrações

Daiana Dalfito
| Tempo de leitura: 2 min

Perfume importado é melhor do que perfume nacional, certo? Nem sempre. O argumento de que os franceses são os melhores deve-se a dois fatores: tradição e concentração. A primeira se explica pela responsabilidade no “fazer” da perfumaria enquanto os séculos passavam. A segunda se deve à permanência da fragrância sobre a pele. Os franceses, assim como italianos, ainda são os mais procurados quando o assunto é ‘eau de parfum’ ou ‘eau de toillet’.

Parte da resposta para a fama se dá pela quantidade de essência presente no perfume. De acordo com Tatiana Moraes de Oliveira Ponce, gerente d´O Boticário, o parfum tem a concentração mais alta, variando de 18% a 30% da quantidade em essência. Em segundo lugar vem o ‘eau de parfum’, que aparece com 15% a 20%, logo após o ‘eau de toillet’ com 5% a 10% e, então, as colônias com cerca de 3% a 5% de essência. Um bom perfume permanece, em média, dez horas na pele, enquanto uma colônia não passa de seis horas de fixação, mas ambos são auxiliados por fixadores. Hoje, quase todos os perfumes produzidos pelas indústrias nacionais têm concentrações pequenas de essência.

Para extrair as essências as empresas nacionais ou estrangeiras utilizam diversas técnicas, como a prensagem onde as cascas de frutas cítricas são arranhadas ou esmagadas e o ‘sabor’ amargo pode ser conseguido. A destilação à vapor é o mais simples e um dos mais antigos processos empregados e destila óleos de lavanda, alecrim e rosas, entre outros.

Ainda na lista dos “ladrões de alma de flores e frutos”, é utilizado o ‘head space’, que alcança a exatidão de aromas extraídos de flores, frutas ou mesmo lugares (!) em reproduções laboratoriais. Por fim, os solventes químicos são responsáveis pela retirada de óleos de plantas que oferecem pouca concentração de essências.