09 de julho de 2026
Política

Ciesp pede curso de controlador de vôo

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 3 min

A unidade bauruense do Centro de Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) vai solicitar à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), por intermédio do deputado federal José Paulo Tóffano (PV), a instalação na cidade de uma escola preparatória de profissionais de controle de tráfego aéreo, popularmente conhecidos como controladores de vôos.

A entidade já encaminhou ao parlamentar um ofício destinado à Anac reivindicando a criação do curso, a fim de que Tóffano repasse o documento à agência, mas até a última sexta-feira o deputado ainda não o havia recebido. “Isso pode ter ocorrido porque tive uma semana extremamente corrida, com várias viagens e compromissos. Mas tão logo eu receba o documento, tratarei o assunto como prioritário e iniciarei gestões para atender esse pleito”, prometeu Tóffano.

No documento, a entidade enfatizou que a instalação do curso é um fato de urgência publicamente reconhecido, em razão do atual caos aéreo vivido pelo País e a necessidade de profissionais do setor, e também solicita apoio dos demais poderes constituídos, da Aeronáutica, governo federal, deputados e senadores. O diretor titular da Ciesp, Ricardo Coube, explicou que a entidade aceitou encabeçar a idéia oriunda de um advogado e do Rotary Clube de Bauru. “A iniciativa foi do nosso departamento jurídico, através do doutor Itamar Crivelli, e do Rotary Clube, que tiveram a idéia e, posteriormente, encabeçamos a solicitação”, ressaltou.

Coube justificou a reivindicação argumentando que a cidade reúne condições privilegiadas no segmento da aviação civil. “Bauru, por sua tradição regional, inaugurou um novo aeroporto de qualidade ímpar, além de contar com Porto Seco de Serviço Internacional (Eadi) e várias instituições de ensino voltadas à área aeronáutica de formação civil de pilotos. Há, ainda, a Faculdade de Engenharia do Estado (Unesp), o que possibilita a inclusão dos cursos necessários à formação de controladores de vôo”, frisou o diretor do Ciesp. Atualmente, Bauru conta com cursos de formação de pilotos civis ministrado no aeroclube e outro de ciências aeronáuticas na Instituição Toledo de Ensino (ITE).

Reunião na Anac

Além da possibilidade de criação do curso de controladores de vôo em Bauru, o diretor titular do Ciesp também elogiou a iniciativa de autoridades bauruenses de dirigir-se à Brasília para “apresentar” o aeroporto Moussa Tobias à Anac. “Apesar de não ter sido divulgado, o Ciesp deu apoio formal a todo esse processo, pois enviamos carta ao prefeito com cópia para todos os envolvidos cumprimentando pela iniciativa e nos colocando à disposição para contribuirmos”, salientou. E completou:

“O caminho é esse mesmo. Não adianta ficar assistindo aos fatos achando que seremos procurados por alguém para oferecer algo. Sempre defendemos a tese de que, se queremos algo, é preciso ir atrás e o que Bauru não teve até então essa coordenação entre o governo municipal, sociedade civil organizada e entidades de classe para que pudéssemos fazer mais em conjunto. Por isso, expressamos nossa satisfação com o que ocorreu agora cumprimentando formalmente pela iniciativa e dizendo que o Ciesp se coloca à disposição para contribuir com qualquer tipo de apoio e ajudar no que for possível.”

Para Coube, é preciso que o Município “abraçe” a causa logística como um de seus grandes diferenciais em comparação com outras cidades. “O Ciesp foi o primeiro a levantar que nosso poder logístico é o melhor do Brasil e um dos melhores do mundo. Acreditamos nisso há três anos e estamos nessa luta. Temos de abraçar a causa baseado nessa condição técnica de estrutura que temos com a visão de logística e trabalharmos para que isso seja o grande diferencial de Bauru em relação a outras regiões com intuito de atrair investimentos”, salientou.

Outro que também manifestou-se satisfeito com a iniciativa foi José Luiz Miranda Simonelli, diretor da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) em Bauru. “Foi muito positivo, pois, se conseguirmos conquistar a condição de sermos uma rota para desafogar os aeroportos da Capital, isso efetivamente pode trazer impulsão à cidade no sentido de novas instalações industriais, principalmente os de produtos de alto valor agregado”, considerou Simonelli.