11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Mulheres revelam fidelidade a cosméticos

Dayran Carvalho
| Tempo de leitura: 3 min

A exigência das mulheres quanto à qualidade dos cosméticos, bem como a fidelidade a marcas de sua confiança, foram comprovadas em uma pesquisa feita pela revista “Pequenas Empresas, Grandes Negócios”. O que mais importa é a certeza de bons resultados. A reportagem pôde constatar que, em Bauru, isso não é muito diferente, mas o que se nota é a busca por qualidade a preços acessíveis.

Segundo os dados da pesquisa feita pela revista, 78% das consumidoras afirmaram que sempre compram produtos da mesma marca. Essa lealdade ao cosmético escolhido chega a ser mais forte que possíveis encantos pelas embalagens atraentes da concorrência, pois 81% garantiram que não trocam seus produtos por outros que tenham um design mais elaborado.

A bauruense Andréa Lyra, farmacêutica, 30 anos, se declara fiel às marcas de sua confiança. Ela diz que, quando pensa em comprar um cosmético, se preocupa com a qualidade e com os bons resultados. “Além de um pouco de vaidade, o que me motiva a fazer isso é a minha profissão, pois sei bem dos danos que produtos de má qualidade podem causar”, explica. Mas, ela ressalta que para um produto ser bom, ele não precisa ser caro. Segundo ela, há ótimos produtos que são vendidos a preços acessíveis.

“Sou fiel à qualidade que os produtos apresentam, e não a suas marcas. Não é uma questão de nomenclatura”, enfatiza.

Érica Regina Gimenes, estudante, 25 anos, possui a mesma opinião que Lyra. Sua maior preocupação é com a qualidade do que está levando para casa. Ela diz que a última coisa que considera na hora de comprar um cosmético é o design da embalagem. “Isso não tem efeito algum sobre mim”, diz.

A gestora de operações de cobranças Flávia Cacciolari, 27 anos, revela que na escolha de produtos para o cabelo, ela é fiel e exigente. “Procuro sempre comprar xampus e condicionadores da mesma marca. Se variar, provavelmente será para alguma outra que já usei e aprovei os resultados”, fala. Ela explica que, ao eleger produtos, busca sempre dosar a qualidade com o preço. “Se tiver muito caro, eu não levo, pois sei que há cosméticos bons que não custam muito caro. Mas, antes de comprar qualquer coisa, faço uma boa pesquisa de preços”, lembra.

A cabeleireira Nicéia Aparecida Sena e Silva, 53 anos, não esconde que prefere o tradicional bom e barato. Ela também acredita que nem sempre produtos caros são os que apresentam os melhores resultados. Segundo ela, a eficácia de determinado cosmético varia de pessoa para pessoa. “Às vezes, uma pessoa pode não gostar de um xampu que custa R$ 20,00 e se dar muito bem com um de R$ 5,00. Enquanto outra só terá o resultado que deseja com o de R$ 20,00. É muito relativo”, explica. Mas, também como outras entrevistadas, ela não costuma arriscar. Prefere usar produtos que já conhece e confia.

Bom e barato

O gerente de uma loja de cosméticos, Lúcio César Teixeira Caires, constata que as consumidoras preferem o bom e barato. Segundo ele, elas só levam os produtos mais caros se conhecerem bem e se eles apresentarem ótimos resultados. Caso contrário, elas sempre procuram uma opção mais barata.

Para ele, 30% das clientes são realmente fiéis às marcas. As outras 70% dão mais importância aos preços. Então, Caires considera essa fidelidade apresentada pela pesquisa como sendo “relativa”, ao menos na loja que gerencia. “Talvez haja sim uma fidelidade às marcas, mas creio que seja às que possuem preços mais acessíveis, pelo menos na maior parte das vezes”, sugere.