Ao contrário do último sábado, o movimento no Calçadão da Batista de Carvalho foi fraco ontem, quarto dia da liquidação do Bota-Fora. Muitos lojistas abaixaram as portas antes mesmo do horário final do expediente, previsto para 18h. Outros nem abriram a loja.
Os lojistas acreditam que hoje o movimento no comércio deverá ser bem melhor do que o de ontem. As lojas abrem hoje no horário normal, das 9h às 18h, apesar do feriado. Na avaliação do gerente Danilo Rodrigues Afonso, o domingo não tem se mostrado um bom dia para as vendas. “Nós só abrimos porque os concorrentes também abrem, mas não compensa”, avalia.
Na opinião dele, a maior parte dos consumidores prefere ficar em casa no domingo. Daqueles que vão para o Calçadão, muitos o fazem apenas como uma opção de lazer.
A avaliação feita por Flávio Augusto de Lima, subgerente de uma outra loja na quadra 6 do Calçadão da Batista, foi a mesma. “(O movimento) está bem devegar”, disse ele, desanimado. Para ilustrar a baixa procura dos consumidores, ele contou que abriu a loja às 12h com dez vendedores. Por volta das 16h30, estava com apenas quatro e ainda assim era possível atender os clientes com tranqüilidade.
“O pessoal vem mais para passear. É como se estivessem em um shopping”, compara. De acordo com o subgerente, quando a loja abre aos domingos é preciso dar folga para os funcionários durante a semana, dar uma compensação em dinheiro e ainda pagar o almoço deles. “O gasto é dobrado. Para compensar, teríamos de vender o dobro e não é isso o que acontece”, comenta.
O casal Ademir Barbieri, 37 anos, e Alejandra Gonzalez, 32 anos, presente ontem no Calçadão, era um exemplo de “consumidores” que estavam lá só para passear. “Como hoje (ontem) à tarde não tem futebol decidimos dar uma volta”, disse Barbieri. “Quando preciso comprar alguma coisa, geralmente faço isso no sábado”, revela.
Já para a secretária Maria José Cardoso, 45 anos, e a filha Katia Cilene Cardoso, 25 anos, moradoras de Pirajuí, a abertura do comércio aos domingos é o momento que elas têm para ir às compras. “Nós trabalhamos a semana toda, inclusive aos sábados, e não sobra tempo para ir às lojas”, conta Maria José, que vem a Bauru sempre que o comércio abre aos domingos.