São Paulo - Uma rebelião destruiu ontem a cadeia pública de Valparaíso de Goiás (187 quilômetros de Goiânia). Um detento foi assassinado e quatro ficaram feridos. O tumulto começou por volta das 10h. Com pedaços de pau e de pedra, retirados de paredes, os presos abriram as grades das sete celas da cadeia. Eles reclamavam da superlotação e reivindicavam assistência médica, social e judiciária. A cadeia tem capacidade para 45 presos, mas abrigava 114. Uma das reivindicações é o cumprimento da lei que permite a progressão de regime para o preso por crime hediondo que cumprir 2/5 da pena, se for primário, e 3/5, se for reincidente.
De acordo com o tenente Eugênio de Sousa, diretor regional da Secretaria da Justiça, responsável pelas penitenciárias do Estado, o preso que morreu foi retirado do “seguro”, setor onde são colocados presidiários ameaçados de morte. Elieser de Almeida Neto cumpria pena por estupro e foi assassinado a pauladas. Os quatro presos feridos durante o tumulto foram encaminhados ao Hospital Regional de Gama (DF). A rebelião terminou por volta das 14h30. Os cinco líderes da rebelião foram levados para o Núcleo de Custódia de Goiânia.