11 de julho de 2026
Esportes

Copa América: Brasil encara Uruguai por vaga na final

Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min

Maracaibo - O Brasil encara o Uruguai, hoje, às 21h50, em Maracaibo, por um lugar na decisão da Copa América da Venezuela. Quem passar à final enfrenta o vencedor de Argentina e México, que se duelam amanhã à noite.

O técnico da Seleção Brasileira, Dunga, falou com orgulho de seu comportamento agitado na beirada do campo e, no atendimento à imprensa, elogiou a imprevisibilidade do futebol em relação a outros esportes.

“Não sou falso. Eu falo o que penso, respondo na hora. Não tenho vocação para franciscano. Se não reagisse no jogo, me criticariam por não viver a partida”, disse ele, um pouco mais descontraído na coletiva de ontem.

Nos jogos, ele tem gritado bastante com alguns atletas, especialmente quando há demora em tocar a bola ou quando um passe simples é errado. Também soca o banco de reservas, esbravejando após os lances desperdiçados. Para completar, nas coletivas, sempre rebate e ironiza perguntas e afirmações feitas pelos jornalistas.

“Nem sempre se joga bem. Futebol é imprevisível. Um time mais fraco pode ganhar do mais forte. Não é como outros esportes”, falou Dunga sobre que Brasil iria a campo, o da primeira fase ou dos 6 a 1 sobre o Chile nas quartas-de-final. Apesar do clima estar mais ameno, o treinador não abriu a escalação.

Ontem, após o rachão, o grupo treinou pênaltis. “O pênalti é o único momento do jogo em que é você contra o mundo. Pesa o fator psicológico e você tem que estar treinado para isso”', afirmou o técnico. Dunga teve decisões com o Uruguai nas eliminatórias para a Copa de 1994 e na Copa América de 1995, no país vizinho.

Sobre o clima de rivalidade, Dunga não se preocupou com a possibilidade de Gilberto Silva e Juan levarem amarelo e ficarem fora de uma possível final. “A decisão é esta (a semifinal). Para ir à final, tem que passar por isso e dar tudo.” O time se despediria ontem à noite de Puerto La Cruz, a sede da equipe desde o início da Copa América.

Rivalidade equilibrada

Brasil e Uruguai fazem o confronto mais equilibrado da história da Copa América. São nove vitórias para cada seleção e sete empates -o último, o 1 a 1 das semifinais de 2004. O Uruguai leva vantagem nos gols marcados (fez 38 e levou 35). Em mata-matas na disputa, os países se encontraram quatro vezes. Em duas, o Brasil levou a melhor, e em outras duas o Uruguai triunfou.

Nas finais de 1983 e 1995, o título ficou com a Celeste Olímpica. O Brasil venceu a decisão de 1999 e passou na semifinal passada. “Não é de agora que o Uruguai é difícil para o Brasil (a seleção não venceu ainda neste século no tempo normal o adversário). Sempre foi assim”', disse o técnico Dunga, que elogiou o rival.

“O Uruguai está nas mesmas condições do Brasil. Começou perdendo, se recuperou e mostrou boa produção no jogo passado (4 a 1 na Venezuela). Eles têm um excelente zagueiro, o Lugano, o Recoba, o Cristian, que vai bem na esquerda, e são competitivos.”

Oscar Tabárez, técnico do Uruguai, disse que no mata-mata “começa outra Copa América”', apostando na tradição do time, assim como o capitão, o ex-são-paulino Lugano: “Colocamos a história nos trilhos contra a Venezuela. Não se pode subestimar o Uruguai.” Os uruguaios vibram com a ascensão do atacante Forlán e do meio-campista Cristian Rodríguez, chamado de “Cebola”.