07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

• Esperando na fila

O vereador Primo Mangialardo (PV) vivenciou ontem a precariedade de fiscalização das intermináveis e demoradas filas em agências bancárias. O parlamentar contou que teve de aguardar 35 minutos - cinco a mais do que o tolerado pela legislação municipal que disciplina o assunto - para ser atendido em um banco nas proximidades da Praça Portugal. “Além do tempo, a agência também não cumpriu outro item previsto na lei, a distribuição de senhas, que não foi feita”, criticou.

• Amanhã de manhã

Mas duro mesmo, conforme Mangialardo, foi ouvir a resposta de um funcionário público da Secretaria de Planejamento (Seplan), que o parlamentar acionou para protestar contra a falta de fiscalização. “Liguei no setor de fiscalização e me disseram que existem dois fiscais, mas um estava de férias e outro tinha saído, e a pessoa que me atendeu disse que somente poderia falar com ele no amanhã de manhã, pois seria muito difícil localizá-lo. Achei isso um absurdo!”. O JC mostrou em manchete, segunda-feira, que quase não há mais fiscalização.

• Aeroporto Leite Lopes

Apesar de o aeroporto Leite Lopes, de Ribeirão Preto, já contar com homologação pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para operação de cargas, não vai ser tão fácil a cidade aprovar o processo de internacionalização do terminal. O projeto conta com forte resistência do promotor do Meio Ambiente de Ribeirão, Marcelo Goulart, e de moradores das proximidades do aeroporto, que questionam os critérios de desapropriação dos imóveis. Mas, para quem pode contar com o “sorriso” de Palocci, nada é impossível...

• Frota para o próximo

O prefeito Tuga Angerami aproveitou sua presença ontem na Câmara Municipal, onde foi anunciar a negociação de dívida com a CPFL, para antecipar uma das carências da administração para o próximo chefe do Executivo. Segundo ele, com as contas herdadas em dia e as contas do mês sendo pagas até o final de 2008, uma das urgências de seu sucessor será investir na frota das secretarias municipais. Na avaliação do próprio Angerami, a situação dos equipamentos disponíveis é “caótica”.

• Sem uso da máquina

Tuga Angerami se esquivou de uma série de perguntas sobre seu comportamento durante a campanha eleitoral do ano que vem, mais precisamente sobre quem vai apoiar. Mas foi enfático sobre o que vai exigir da máquina municipal: “Não haverá candidato do governo e quem estiver na máquina e der qualquer indício de uso dela para benefício na corrida eleitoral eu corto na hora, não tem jeito. O governo não vai ter candidato e não vai participar. Eu não sou candidato e nem filiado a partido vou estar”, disse.

• Mais dinheiro do FPM

O governo Lula aprovou o aumento na repartição do bolo dos repasses para os Municípios (FPM), de 22,5% para 23,5%. Apesar da situação não reverter a concentração de verbas nas mãos da República, desde a Constituição de 1988 de forma mais acentuada, a elevação em um ponto percentual vai significar R$ 1,8 bilhão para ser dividido entre os prefeitos, conforme o tamanho e o perfil de cada localidade, a partir deste ano.