Tem sido cada vez mais freqüente a prefeitura bauruense transferir setores de atendimento ao público para o Poupatempo. O procedimento já está sendo adotado pelo Departamento de Água e Esgoto (DAE) e a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) e, a partir da próxima segunda-feira, 16, será a vez da Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan) concentrar as atividades do gênero nas instalações da unidade. Mas, apesar da justificativa das mudanças ser a melhoria do atendimento, muitos já temem que o esperado aumento da movimentação de pessoas no Poupatempo, gerado pela elevação do número de serviços oferecidos no local, possa agravar o problema da ausência de vagas para estacionamento de veículos.
A transferência efetuada pela Seplan incluirá os setores de protocolo, aprovação de plantas, fiscalização e cadastro imobiliário, com a secretaria mantendo no Palácio das Cerejeiras somente o expediente interno. Entretanto, apesar do Poupatempo ser a cada dia mais requisitado pela prefeitura, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Wallace Sampaio, informa que, no momento, não há previsão de novas transferências para a unidade. “O fato desses órgãos passarem a totalidade dos atendimentos para o Poupatempo é um desenvolvimento natural, embora não haja uma diretriz da administração para que seja concentrado no local todo o atendimento público”, enfatiza.
Apesar disso, Sampaio acredita que a descentralização das atividades de atendimento ao público da prefeitura para o Poupatempo será, futuramente, uma tendência natural. “Por enquanto, outros setores da administração não pensam nisso, mas acredito que seja uma seqüência natural. Quando instalamos a unidade, a intenção era contratar o atendimento moderno, ágil e cortês prestado na unidade com o do órgão de origem, forçando a mudança paulatina para o Poupatempo”, considera o secretário.
Sampaio também não vislumbra como problemas insolúveis um eventual aumento de usuários do Poupatempo causado pelo crescimento de serviços. “Tenho essa preocupação, mas não tenho temor que isso não se resolva porque, quando programamos o Poupatempo, uma das preocupações era que o estacionamento era muito pequeno. Está provado em Bauru que, onde houver demanda, o mercado responde rápido e a área central é um grande exemplo disso”, sustenta. E acrescenta:
“Temos na cidade uma solução para estacionamento que é visível na área central. Há vários anos, só se falava em falta de vagas para se estacionar naquela região, mas já há alguns anos não se fala mais nisso, pois as vagas na área central hoje são abundantes. Isso porque essa necessidade está sendo suprida pelo setor privado. Por isso, aumentando a demanda de vagas no Poupatempo, certamente teremos mais estacionamentos instalados ali na região.”
Preços
O secretário lembra, ainda, que a Emdurb já estuda a implantação de Área Azul nas proximidades do Poupatempo e não considera altos os preços praticados pelos estacionamentos privados existentes no local, outra reclamação constante dos usuários da unidade. “São valores competitivos, pois é possível estacionar por R$ 2,00 por até duas horas. É um preço corrente e compatível com o da Área Azul, pois tratando-se de uma atividade privada ela tem liberdade de fixar preços e é o mercado que regula isso”, frisa Sampaio.
Já Maurício Rocha, sobrinho do proprietário do estacionamento privado “oficial” do Poupatempo, sustenta que os preços cobrados atualmente no estabelecimento - R$ 2,00 para permanência de até 30 minutos e R$ 3,00 para 1h ou fração, entre outros - são os necessários para cobrir seus custos operacionais. “O terreno é alugado, temos despesas para manutenção dos funcionários e ainda oferecemos seguro com cobertura contra roubo, furto e incêndio. E, mesmo assim, considero que os valores são competitivos em relação aos do centro”, salienta.