08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Lapidando a tampa


| Tempo de leitura: 1 min

A idéia clássica de romantismo sempre se associa com facilidade à palavra liberdade. Liberdade de viver o amor, de escolher o próprio futuro, de tomar suas próprias decisões. Mas a realidade não poderia ser mais distante. A cada dia, os relacionamentos se tornam mais egoístas e possessivos, e, ao contrário da fantasia, se distanciam da liberdade individual. As pessoas nutrem uma busca por alguém que seja exatamente o que elas querem, e, quando descobrem uma verdade distante disso, passam a “moldar” seus pares, num processo doloroso e prejudicial. Já é tempo de relembrar o sentimento consagrado por séculos de amores memoráveis e fazer valer a liberdade, tão presente na teoria, e prezar pelos sentimentos alheios, ao invés de afogar-se num poço de egoísmo, num esforço por amor, mas despido de qualquer altruísmo.

Guilherme Neves Cruz - estudante