09 de julho de 2026
Bairros

Aglutinando comércio, av. Castelo Branco poderá ter setorial da Acib

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Vidraçaria, padaria, concessionária de veículos, escolas, lojas de roupas, drogarias, bares, salões de beleza, açougues e igrejas. Tudo numa mesma avenida fora da região central de Bauru e longe da zona sul, locais onde o comércio tem lugar de destaque na cidade. A avenida em questão é a Castelo Branco, localizada na região oeste da cidade. Nas suas primeiras quadras, pelo menos 90% dos imóveis são ocupados por estabelecimentos comerciais. A via, que é acesso a residenciais populares e vários bairros, além de ligar Bauru a Piratininga, já é destaque no comércio. E, por isso, poderá ganhar um "braço" da Associação Comercial e Industrial de Bauru (Acib).

Devido ao grande fluxo de veículos na Castelo, há comerciantes que trocam o centro pela avenida, onde também conseguem grande visibilidade para seus negócios. É o caso de Milton da Silva. Ele e a sua esposa eram proprietários de uma papelaria na região central de Bauru. Como os gastos com aluguel do ponto comercial eram altos, decidiram mudar para a avenida Castelo Branco, onde há 13 anos administram um mercado. “Eu já morava no bairro. Então, decidi abrir o negócio aqui mesmo. Está dando certo. Hoje, o movimento está muito bom”, comemora. A empresa, segundo Silva, cresceu 50% nos últimos cinco anos.

Como os estabelecimentos da avenida Castelo Branco são de segmentos diferentes, é difícil a união dos empresários em torno de luta por melhorias, como estacionamento. Mas a situação pode estar com os dias contados. A Acib estuda abrir setoriais em outras regiões da cidade, seguindo o modelo da Asa Sul.

E uma delas pode ser na avenida Castelo Branco. “Iremos apoiar e reestruturar o comércio de outras regiões, inclusive o da Castelo”, explica Luiz Benedito Silva, presidente da Acib. “Assim, será possível nos organizar e lutar junto ao poder público para fazer reivindicações”, explica.

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Prós e contras

O preço da locação de imóveis para fins comerciais na avenida Castelo Branco (em média R$ 450,00) é um dos atrativos para quem quer abrir uma empresa, mas tem capital pequeno. Márcio do Prado Lima, 35 anos, percebeu esse atrativo e aproveitou a oportunidade.

Ele trabalhou como empregado por 15 anos na área de decoração e há cinco anos conseguiu inaugurar o seu próprio negócio, uma charmosa floricultura. “Aqui é muito bem localizado, principalmente para a minha loja porque é próxima de lugares onde acontecem festas, como chácaras, hípicas e salões”, comenta satisfeito.

Por ser uma via cujo comércio está se fortalecendo, também é interessante para grandes lojas. Uma rede de materiais de construção possui duas filiais na Castelo Branco. Uma rede de supermercados está prestes a construir uma loja na via

O único problema é a falta de vagas para os clientes estacionarem seus veículos. “O maior problema é o estacionamento. Se a gente tivesse, seria ainda melhor”, observa Milton da Silva, que tem um supermercado na avenida.

Mas Luiz Benedito Silva, presidente da Acib, explica que esse é um problema comum em regiões que crescem muito em pouco tempo. “Como a Castelo Branco é uma avenida de interligação, dificilmente iremos encontrar um estabelecimento com o seu próprio estacionamento. Mas isso é natural. Faz parte do crescimento”, avalia.