08 de julho de 2026
Nacional

Parlamentares contestam declaração

Folhapress
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Brasília - Alguns parlamentares contestaram ontem as declarações do corregedor-geral do Senado, Romeu Tuma (DEM-SP), de que nem chefes de terreiros têm condições de “descarregar” as energias negativas da Casa causadas pela crise política.

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) disse que o assunto não deve ser delegado a pais-de-santo, mas aos próprios políticos que devem arcar com a responsabilidade. “Não precisa de pai de santo. Nós é que temos de nos obrigar a exorcizar o Senado. Tanto do ponto de vista de ética do comportamento como também do ponto de vista de prioridades”, afirmou.

Para o senador Wellington Salgado (PMDB-MG), apontado como integrante da tropa de choque do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), o ideal é ter calma para depois poder dormir em paz. “Nós temos de ter calma. Muita calma nessa hora. Me batizaram de pelotão de frente do Senado, mas o que eu quero é depois que sair do Senado poder dormir tranqüilo, se tiver provas contra o presidente Renan, vamos condená-lo, mas não fazer o que estão fazendo. Eu quero é dormir tranqüilo”, afirmou Salgado.

Após defender ontem que Renan se afaste da presidência do Senado até a conclusão das investigações das denúncias que há contra ele, Tuma desabafou: “Há uma energia muito pesada aqui [no Senado). Peço desculpas aos espíritas, mas, na minha opinião, nem se chamar dez chefes de terreiros, sendo três da Bahia, vão conseguir fazer um descarrego no Senado”.

Renan é acusado de ter utilizado dinheiro da construtora Mendes Júnior, via lobista, para pagar despesas pessoais, como pensão alimentícia e aluguel à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha fora do casamento.