10 de julho de 2026
Bairros

Nações se destaca na venda de automóveis

Marcelo de Souza
| Tempo de leitura: 3 min

A avenida Nações Unidas é uma das mais importantes de Bauru. Ligando as regiões norte e sul, poderá ser ainda mais importante se a chamada Nações Norte, que vai da avenida Moussa Tobias até a saída da rodovia Bauru-Marília (SP 294), for concluída. Desta forma, a avenida passaria a ligar duas importantes rodovias, já que na parte sul ela vai até a rodovia Bauru-Jaú, passando também pelo trevo da Marechal Rondon.

Isso significa que o fluxo de veículos da Nações Unidas é intenso, não só de motoristas bauruenses, mas também de moradores de outros municípios que vêm a Bauru em busca do comércio e serviços que a cidade oferece.

Foi pensando nesse fluxo de veículos que uma grande concessionária resolveu abrir uma loja na avenida. Era o começo de uma tendência que vem se acentuando na extensão da Nações: a vendas de automóveis.

Não significa que esse tipo de comércio seja único no local, pelo contrário, há restaurantes, lanchonetes, choperias, churrascarias e até sex shop na Nações Unidas. No entanto, as concessionárias e agências de carros novos e seminovos estão literalmente tomando conta da avenida.

Na esteira do sucesso dessa grande concessionária, que descobriu o filão do setor, vieram outros estabelecimentos, como o de Silvestre Amantini Neto e Edson Aparecido Merino, sócios em uma revenda de veículos seminovos.

Amantini conta que se estabeleceu na Nações há seis anos, três no ponto atual. No local há várias agências do mesmo segmento, que não incomodam Amantini. Ele destaca que, apesar da concorrência ser forte, o setor tem espaço para todos. Para o comerciante, o carro usado é único, quer dizer, um automóvel não é igual ao outro.

Corredor

Antes da Nações se caracterizar como pólo de revenda de veículos, esse papel cabia à região do Centro de Bauru. No entanto, a cidade foi crescendo e cada vez mais surgiu a necessidade de espaço, para que os consumidores tivessem conforto e tranqüilidade na hora de comprar. “A Nações é o corredor da cidade, por isso nós a escolhemos” afirma Amantini.

O sócio, Edson Merino, destaca que a avenida Rodrigues Alves teve seus momentos de pólo de veículos. Ele mesmo ficou bastante tempo no local, mas seguiu a tendência e foi para a Nações. Mesmo assim, Merino ressalta que a Rodrigues guarda alguns ‘sobreviventes’ do setor, que preferiram manter a tradição e permanecer ali.

Para ele, o fato da Nações ter mais condições de receber os consumidores pesou. As grandes agências perceberam isso e se mudaram, levando as demais para o mesmo corredor. Quem está há pouco tempo na avenida também afirma que é importante estar onde os demais estão. No caso, o comerciante Bruno Caldeira seguiu a lição à risca e há um ano vende veículos seminovos perto do Bauru Shopping e do trevo para a rodovia Marechal Rondon.

O fato de ter vários concorrentes com mais tempo de Nações à sua volta não incomoda Caldeira, pelo contrário, ele acredita que a relação de boa vizinhança com a concorrência favorece os negócios. “A gente mantém contato e acaba se ajudando”, diz.

A vantagem de estar em um ponto onde há várias lojas do mesmo segmento é o fato de o consumidor saber onde ir e estar sempre por perto. Para Caldeira, essa condição é boa, tanto para o consumidor quanto para o comerciante. A partir daí, depende muito do que cada um tem a oferecer para conquistar os clientes.