No meu tempo de infância e juventude, nunca tinha ouvido falar de ataques de cães que tivessem matado ou desfigurado alguém. Nossos vira-latas eram de uma docilidade sem comparação. Quando ficavam bravos, latiam (cão que ladra não morde). Era uma tranqüilidade. Até imaginava que em nosso País, comparado a outros, não corrêssemos risco nenhum de ataques de animais nas ruas.
Porém, no início da década de 90, o “Fantástico” apresentou uma raça de cão muito agressiva, que até era proibida na Inglaterra, o pit bull. Virou moda no Brasil. Este País de povo maravilhoso, mas muito ingênuo e inconseqüente em certas atitudes. Paralelamente à forte demanda por essa raça (e similares), passaram a ocorrer ataques assassinos e covardes, em que geralmente - pasmem - crianças eram mortas ou mutiladas violentamente.
Pois bem, imaginem que vira-latas estamos fabricando e deixando como a herança para as futuras gerações, com genética alterada (mestiços de pit bulls e rottweilers). Estamos criando um ambiente perigoso para nossos descendentes. Tenham consciência disso.
Eloy Ferreira Gomes