Igualmente favorável à venda dos terrenos, o situacionista Alex Gasparini (PMDB) chegou a cogitar interesses eleitorais para justificar o adiamento da votação da proposta. “Acredito que pesou a questão política, o que não é bom em um momento que a cidade precisa muito e a maioria dos vereadores tem procurado colaborar com a prefeitura. Isso não é questão de obrigação, mas de bom senso para a cidade. Resolvida a primeira fase de se dirimir todas as questões financeiras, agora é preciso aplicar em infra-estrutura e essa Casa tem de ajudar o Poder Público a desenvolver seu trabalho sem picuinhas políticas, mas com visão mais coletiva e ampla”, enfatizou.
Gasparini salientou que, a venda de dois - do total de quatro - dos maiores terrenos seria suficiente para arrecadar cerca de R$ 6 milhões. “É um valor que daria para fazer o asfalto em 25 quilômetros de ruas, ou 250 quadras, ou o recape de 500 vias. Por isso, creio que o argumento de dividir o envio dos terrenos seja apenas uma estratégia”, destacou o parlamentar.
Já o oposicionista José Carlos de Souza Pereira (PT), o Batata, rechaçou a hipótese. “É uma ilação totalmente desconectada da realidade. O fato real é que existe um projeto tramitando, há mais de três meses, que versa sobre o mesmo assunto, ou seja, a desafetação da rua Albino Tambara. O relator dele é o vereador Paulo Eduardo Martins Neto, que solicitou informações à secretaria de Planejamento que ainda não retornaram. Resolvido isso, vota-se a venda dos terrenos e, em nenhum momento, discutiu-se questões eleitorais”, ressaltou.