09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

O pior de todos os males...


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Parafraseando nosso ilustre presidente, “nunca na história desse país” vimos tantas cenas, inundando os meios de comunicação, referente ao pior de todos os males, a corrupção! E, também, “nunca na história desse país” observamos tanta gente inocentada e com o bolso cheio de dinheiro, não é mesmo?!

Às vezes me pergunto, e acredito que o leitor amigo também deve se perguntar: Quanto perdemos anualmente em virtude de atos de corrupção? Quanto deixamos de investir em saúde, educação, saneamento básico, moradia, geração de empregos e combate à fome? Ao mesmo tempo, outras questões não me saem da mente: Quanto é gasto pelas mega-operações realizadas a fim de “combater” a corrupção? E o quanto, efetivamente, se resolve? Pergunto a você, caro leitor, quantos desses escândalos que observamos, quase que diariamente, terminaram (mesmo!) com prisão dos envolvidos? E com retorno do dinheiro aos cofres públicos?

Por isso, volto a afirmar, a corrupção é o pior de todos os males. Mas, ainda assim, fico imaginando, o que podemos fazer? Já pensei na educação, mas infelizmente observo que não é o principal foco de ações governamentais e, para nosso maior espanto, nem de uma boa parte da sociedade. Depois pensei no nosso voto, e no nosso sistema democrático, mas parece-me que, muitas vezes, cada eleição (em qualquer nível) é encarada como um verdadeiro circo, onde a população se diverte com os mais diversos espetáculos e personagens apresentados e, como conseqüência, os elegem.

Pois bem, meu apelo, agora, só pode ir para uma instituição, ainda resistente, a família. Sim, a chamada célula básica social. Acredito que a esperança (que ainda não morreu, mas que também não venceu medo nenhum) é sobre essa tão antiga instituição humana. E aqui fica o apelo às famílias: eduquem, na melhor condição que puderem, seus filhos! Acompanhem seu desenvolvimento! Passem para as gerações futuras o embasamento ético e moral para uma vida digna em sociedade, lembrando da velha Lei de Ouro da Ética, “não faça aos outros o que não gostaria que fizessem com você”.

E, vamos sim, começar uma mudança de mentalidade, não por decretos ou leis emanadas de nossos representantes, e sim de baixo para cima, a partir da sociedade comum, que não tem foro privilegiado, mas que se orgulha de seu país!

E lembre-se, como já disse São Francisco de Assis, “comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você estará fazendo o impossível”. Pense nisso!

Ricardo Henrique Alves da Silva - professor-doutor, cirurgião-dentista, professor universitário e consultor em saúde - RG 29.044.509-7