07 de julho de 2026
Leonardo de Brito

Em Confiança

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 4 min

É NÓIS

Muita gente não acreditava, mas o Brasil fez o inesperado. Eu não estava gostando do futebol da equipe de Dunga – acho que pouca gente estava -, mas tinha esperança no título. Afirmei, antes da superdecisão, que Brasil é Brasil em qualquer circunstância, que camisa pesa, e lembrei as Eliminatórias de 2001, quando a Argentina terminou disparada em primeiro e nossa Seleção se classificou em quarto lugar para o Mundial do Japão e da Coréia do Sul. Retiro o que disse sobre Doni e Maicon, entre outros. O lance é que o brasileiro é muito exigente sobre futebol. Tão exigente que tanto faz o segundo como o décimo lugar, enquanto nas outras modalidades esportivas, o terceiro lugar é festa da uva. Exigente e apressado. O Noroeste ainda não venceu no início da Série C e a galera já critica. Eu esperava os empates, porque falta entrosamento. A Seleção teve muitos problemas na apresentação, com a dispensa de jogadores lesionados, além de Kaká e Ronaldinho Gaúcho, justamente as duas maiores estrelas, que “ desertaram”. Elogiando o grupo de Dunga e criticando os jornalistas brasileiros, o hermano Diego Viñas, do tradicional Olé, lembra: “Que tango, o quê, aqui é samba, pagode na veia. Brasil é nóis” No final da história, o patropi teve um domingo abençoado, com a conquista da Copa América, o heptacampeonato da Liga Mundial de Vôlei e Diogo Silva, do taekwondo levando ouro no Pan.

COLUNA DO MEIO

A exemplo do que fez o time de cima, na véspera, o Noroeste B não foi além de um empate com o Mirassol, em sua estréia na Copa Federação Paulista. A equipe dirigida por Marco Antônio Machado não decepcionou, apesar de ter jogado em casa. Foi ofensiva, mas esbarrou na forte marcação no meio-campo, feita pelo adversário, que usou três zagueiros. O Mirassol é um dos novos integrantes da Primeira Divisão paulista, mas assim como o Norusca, vem disputando a copinha com o time sub-20.

VAI OU RACHA

Tem sido contraditória a participação do Vitória no Campeonato Brasileiro da Série B. A Ponte Preta venceu o líder Criciúma, mas o principal destaque da rodada do fim de semana foi o Vitória, que massacrou o Fortaleza por 6 a 0, e assumiu a vice-liderança. Com o time baiano não há meio termo: ganha ou perde. Não empatou uma partida sequer das 12 que disputou até agora.

COMEÇO RUIM

Os paulistas não vão nada bem neste início de Campeonato Brasileiro da Série C. Disputadas duas rodadas, apenas sete dos 64 clubes inscritos estão com 100% de aproveitamento e nenhum deles é do nosso Estado. O Rio de Janeiro, outro importante centro futebolístico do País, também não tem nenhum 100%. O melhorzinho de SP até aqui é o Bragantino, que venceu um jogo.

NO LIMITE

Existe um certo paternalismo da imprensa, de gostar da escalação de garotos e ser a favor do mais fraco. Porém, por mais que defendemos Wellington, Buiu e Borebi, entre outros, parece que eles estão no limite – não devem mais ir além do que estão rendendo.

MEMÓRIA

O Campeonato Amador de Bauru de 1971 foi decidido somente em março de 1972. O primeiro jogo das finais aconteceu no estádio Lima Figueiredo – atualmente, instalações da CPFL. O Fortaleza venceu o Nacional por 2 a 1 e precisava só empatar o jogo de volta para ser o campeão. Mas na segunda partida, disputada no distrital Horácio Cunha, o Nacional ganhou de 3 a 0, provocando um terceiro duelo, que durou 120 minutos. No tempo normal, 2 a 2, gols de Hélio e Pisca para o Naça; Ricardo Coube e Maronezi para o time da Vila Falcão. Na prorrogação, Toninho Pipoca marcou para o Fortaleza e Pisca fez o gol da equipe da Vila Cardia. Tutu (Fortaleza) e Romicildo (Nacional) foram expulsos de campo pelo árbitro Hermes Ferro. Todos os jogadores estavam esgotados, e por isso, não houve cobrança de pênaltis, como previa o regulamento do campeonato. Por sugestão de Cláudio Amantini, os dois clubes foram declarados supercampeões de 71, e deram, juntos, a volta olímpica nas pistas do estádio da Bela Vista. Depois, foram para a feijoada na casa do Comendador, o eterno presidente do Noroeste.

AQUELE ABRAÇO

Um forte abraço aos seguintes frequentadores do Bar do Pato – avenida Amapá -, maior QG dos boleiros de Bauru. Eis alguns amigos de fé: Roberto Biônico, Lázaro Augusto, Tim, Tïcão, Tadeu, Gordo, Mirim, Varlei Giovani (Maringá), Verinha, Teixeira e Giovani, garoto esperto, filho do Pato.