09 de julho de 2026
Regional

Advogado é preso pela PF em Marília

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

A cidade de Marília viveu um domingo atípico e movimentado com a prisão de um dos mais polêmicos advogados da cidade, João Simão Neto. Dono de um vasto currículo na defesa de casos que abalaram a cidade, como o incêndio do jornal Diário de Marília, do caso Fausto Jorge, considerado o rei do contrabando e de ser mandante do atentado contra o jornalista José Ursílio, ele foi preso pela Polícia Federal acusado de corrupção ativa e coação de testemunha.

A prisão do advogado aconteceu na residência dele e já era esperada desde abril, quando foi deflagrada a Operação Oeste. Simão Neto pode estar envolvido em um dos casos em que o ex-delegado chefe da PF de Marília também figura como participante, explica o atual delegado titular, Sandro Roberto Viana dos Santos.

“São vários fatos em que o advogado está envolvido, mas um deles, o que fundamentou a prisão, foi pelo crime de corrupção ativa. O suposto favorecimento e entrega de R$ 20 mil para o ex- delegado chefe da PF de Marília Washington da Cunha Menezes.”

O advogado teria entregue o dinheiro para que o delegado não cumprisse ou atrasasse a entrega de uma carta precatória de um empresário da cidade de Pompéia. Em outro caso, o profissional do Direito teria coagido uma testemunha e o fato atrapalhou uma investigação.

De acordo com o titular da PF, a prisão de Simão Neto é fruto das investigações feitas pela polícia desde abril e batizada por Operação Oeste. Ele não quis revelar se serão feitas novas prisões. “Isso é segredo de Estado.”

Após a prisão em Marília, Neto foi encaminhado para a Superintendência da Polícia Federal em São Paulo.

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Cidade está alvoroçada

Desde o início da Operação Oeste, a cidade de Marília vive sobressaltada com as revelações feitas pela Polícia Federal que implicam e envolvem pessoas como João Simão Neto, tido como o advogado “poderoso” da cidade.

A fama de João Simão Neto foi conquistada graças à sua atuação em praticamente todos os casos famosos de crimes praticados em Marília. No incêndio contra o jornal Diário de Marília, Simão Neto foi o advogado da família Camarinha, principal acusada de ser a mandante do crime.

No caso Fausto Jorge, acusado de ser o rei do contrabando em Vera Cruz, cidade vizinha, ele era o advogado. Seu cliente nem teria chegado a ser investigado, graças à sua defesa.

Neto também atuou como advogado de defesa de Arineu Zocante, ainda foragido, que seria o líder de uma quadrilha que teria praticado seqüestro em Bauru.

O advogado também é acusado, no âmbito da Polícia Civil, de ter oferecido até R$ 60 mil para uma pessoa matar o editor do jornal Diário de Marília, José Ursílio.