São Paulo - Os juros bancários nas operações de empréstimo pessoal e do cheque especial recuaram em julho, na comparação com junho. Levantamento feio pela Fundação Procon São Paulo mostra que a taxa mensal dos empréstimo recuou de 5,37% para 5,29% no período. No caso do cheque, o juro caiu de 8,29% para 8,23% ao mês.
As três maiores quedas nas taxas mensais de empréstimo pessoal foram verificadas no Banco Real (de 6,50% para 5,90%), no Banco do Brasil (4,59% para 4,53%) e no Bradesco (5,55% para 5,51%). Nenhuma elevação foi constatada nos juros desta modalidade de crédito.
Em julho, reduziram os juros mensais do cheque o Unibanco (de 8,99% para 8,39%), Banco do Brasil (7,64% para 7,60%) e Bradesco (7,99% para 7,95%). As demais instituições financeiras pesquisadas mantiveram suas taxas de cheque especial.
Considerando a possibilidade de variação da taxa do empréstimo pessoal em razão do prazo do contrato, o Procon estipulou o período de 12 meses para a pesquisa, já que todos os bancos pesquisados trabalham com este prazo.
Além disso, nas duas modalidades de crédito, o dados coletados referem-se a taxas máximas pré-fixadas para clientes não preferenciais, sendo que para o cheque especial foi considerado o período de 30 dias. Em junho, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu o juro básico da economia, a Selic, em meio ponto percentual, de 12,50% para 12% ao ano, após três corte consecutivos de 0,25 ponto percentual na taxa.
Nesta semana, o Copom se reúne novamente. Boa parte do mercado projeta um novo corte de 0,50 ponto percentual na Selic. Segundo analistas, não há razão para uma redução menor, frente aos indicadores atuais da economia, com a inflação sobre controle e a valorização do real frente ao dólar.
O Procon-SP avalia, porém, que apesar da queda da Selic, das medidas do governo para incentivar a concorrência bancária e da resposta positiva por parte do mercado, os “spreads’’ (diferença entre o que os bancos pagam para captar recursos no mercado e o que cobram do consumidor) ainda continuam altos. “A procura por novos empréstimos, no entanto, continua crescendo. Dessa forma, o consumidor deve utilizar qualquer modalidade de crédito de forma consciente, evitando contratações por impulso. As taxas de juros de empréstimo pessoal costumam ser maiores para prazos de financiamento mais longos.”
Quem pretende entrar no cheque especial deve ficar atento, pois o custo dessa contratação é composto pelos seguintes itens: tarifa de cadastro (cobrada periodicamente a cada renovação do cheque especial) e tarifa de manutenção da conta.
Ao utilizar o limite de crédito, o consumidor tem que pagar também o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), a Tarifa de Abertura de Crédito (TAC), a CPMF cobrada semanalmente sobre o saldo devedor, além de arcar com uma das maiores taxas do mercado. Fizeram parte da pesquisa HSBC, Santander Banespa, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Itaú, Safra, Nossa Caixa, Real e Unibanco.