10 de julho de 2026
Política

Legislativo integra movimento contra a prorrogação da CPMF e anuncia moção


| Tempo de leitura: 3 min

O presidente da Câmara Municipal de Bauru, Paulo Madureira (PP), recebeu no final da última semana o diretor Regional Adjunto da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Diretoria de Bauru, Claudemir Guedes Mesquiati, representantes da Integração Regional da entidade de São Paulo e o vereador de Piracicaba, Gustavo Ranzani Herrmann (PSB). Eles integram movimento de mobilização contra a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), e foram ao Legislativo divulgar o trabalho e pedir o apoio dos parlamentares de Bauru.

Para a CPMF continuar sendo cobrada, a prorrogação precisa ser votada até o dia 30 de setembro. Até lá uma grande campanha contrária a aprovação vai ser desenvolvida no País. A contribuição surgiu em 1996, para salvar a saúde pública, que então passava por uma série de escândalos e dificuldades pela falta de recursos. Apesar de provisória, já é cobrada há 11 anos e não mais só para a saúde.

Para se ter idéia, com a CPMF o Governo arrecada R$ 34 bilhões por ano. Um trabalhador com renda de um salário mínimo por mês, trabalhar uma semana do ano só para pagar a CPMF. Ou seja, 1,8% do seu salário. Para quem ganha mais é 1,3%, de acordo com informações da Fiesp.

No encontro, além de apresentar o movimento, os representantes pediram para Paulo Madureira coordenar a mobilização junto aos parlamentares das cidades da região para o Dia Estadual de Luta Contra a CPMF. Vai ser no dia 06 de agosto, em São Paulo, no teatro do Sesi, e deverá contar com vereadores de todo o Estado. Na ocasião, vai ser criada a Frente de Vereadores contra a CPMF. A expectativa é de que mil parlamentares participem do evento.

Paulo Madureira recebeu uma cópia do “Manifesto da Sociedade Contra a Manutenção da CPMF – Carta da Fiesp” –, um abaixo-assinado onde entidades exigem do Governo Federal a extinção da CPMF, para o bem do Brasil. O documento, que já conta com mais de 80 mil assinaturas, está disponível no site da Fiesp: www.fiesp.org.br.

O presidente da Câmara declarou ser favorável à iniciativa e se colocou à disposição para colaborar. “Além de contatos com lideranças políticas vou fazer uma Moção de Apelo aos líderes de partido, para que votem contra a prorrogação da CPMF. A Moção será apresentada na Sessão do dia 06 de agosto. Não vamos poder estar em São Paulo, mas vamos dar nossa contribuição”, afirmou.

Na avaliação de Gustavo Herrmann, “é preciso começar o movimento pelos vereadores, para sensibilizar o Congresso Nacional, os membros dos partidos. A Fiesp está mobilizando a sociedade e nós os vereadores vamos ajudar a sensibilizar a classe política”. E completou, “o Governo pode pelo menos reduzir a alíquota de 0,38 da CPMF”.

Segundo o vereador, a Fiesp está fazendo um levantamento do montante arrecadado por ano com a CPMF, em algumas cidades do Estado e entre elas Bauru. O objetivo é mostrar quanto poderia ser investido na saúde, por exemplo.

“A CPMF é cobrada não só no extrato bancário, mas em cada produto adquirido e de forma cumulativa. A CPMF tinha começo e fim, virou uma mina de dinheiro e agora querem prorrogação”, explica Mesquiati. Ele destaca que a luta do empresariado não é só contra a CPMF, mas também contra o aumento da carga tributária.