Rio de Janeiro - Sem ter sofrido nenhum gol, a Seleção Brasileira feminina goleou, com “placar de várzea”, o Equador, ontem, no Engenhão, e garantiu vaga na semifinal. O time venceu as equatorianas por 10 a 0, maior goleada da carreira da maioria das atletas.
A meia-atacante Marta, que marcou quatro gols, e a atacante Cristiane, que fez outros quatro, foram os destaques da seleção. Pretinha e Daniela Alves completaram a vitória.
“Pela seleção, só me recordo uma vez de termos vencido por mais de dez gols. Foi contra as peruanas por 13 gols, num sul-americanos, há alguns anos”, disse a meia Formiga, 29, uma das mais experientes da equipe.
A terceira goleada do time na competição iniciou um clima de “já ganhou” na delegação. Logo após o final da partida, o próprio técnico Jorge Barcellos admitiu o favoritismo da equipe nacional para obter o ouro.
Hoje, as brasileiras decidem com as canadenses a liderança do grupo. Os dois times venceram todos os jogos de goleada. Ontem, o Canadá derrotou as jamaicanas, por 11 a 1. A partida é considera uma final antecipada do Pan.
Os EUA, que também são favoritos ao título, não disputam a competição com o time principal. O país está representado por uma seleção sub-20. Com seis gols, Cristiane é a artilheira da seleção, seguida por Marta. Eleita melhor jogador do mundo pela Fifa em dezembro, a meia-atacante já tem marcou cinco vezes no Pan.
Masculino
A Seleção Brasileira masculina sub-17 venceu ontem a Costa Rica por 2 a 0, no Engenhão. Os gols foram marcados no primeiro tempo pelos atacantes Maicon e Alex. Destaque da primeira partida, o meia Lulinha teve atuação discreta. “O importante foi que não sentimos a cobrança”, disse o técnico Lucho Nizzo.
O duelo foi marcado pela desorganização. Os portões só foram abertos às 14h30 - uma hora antes do início. Milhares de torcedores estavam fora do estádio no início do jogo. Os organizadores alegaram que os portões demoraram a abrir por causa dos jogos femininos, encerrados depois das 13h. O público prestigiou novamente o futebol masculino: 23.260 pessoas assistiram à segunda vitória da seleção. Na estréia, 28 mil foram ao Engenhão.
Com a vantagem no placar, a seleção administrou a vitória com facilidade. Sem grandes emoções no segundo tempo, flamenguistas gritavam o nome do atacante Obina. “Foi péssimo. Como sou vascaíno, preferia que tivessem gritado pelo menos o nome do Romário”, afirmou Alex, do Vasco.