São Paulo - Ele estreou na fogueira. Foi escalado em cima da hora devido à impossibilidade jurídica de Max atuar, e teve como adversário o Corinthians. Passado o batismo de fogo e com a condição de titular ratificada nas partidas seguintes, o jovem atacante Luiz, 20 anos, diz estar mais tranqüilo agora para o seu segundo clássico como profissional.
“Tenho os pés no chão e sei que a cada jogo que entro como titular procuro me dedicar para não sair mais. E contra o Santos espero continuar invicto”, afirmou o jogador.
O olhar tímido e o sotaque interiorano denunciam um atleta que parece ainda não estar habituado às entrevistas. Ao ser questionado sobre o gol marcado contra o Grêmio - feito de ombro- o segundo com a camisa do Palmeiras, Luiz diz ter sido especial.
“Eu estava correndo e a bola caiu de repente. Bateu no meu ombro e enganou o goleiro, que passou da bola. Foi um gol esquisito, mas que valeu do mesmo jeito.”
Contra o Santos, ele espera ser premiado novamente. Mesmo que o presente seja um gol de canela. “Gol é gol. E vou comemorar sempre”, disse. O técnico Caio Júnior não quis definir o time, mas deu a entender que Luiz vai continuar sendo a referência do ataque para as jogadas aéreas. “Ele é bom na bola alta briga muito com os zagueiros”, falou.