A saída para os prejuízos operacionais na gestão do Terminal Rodoviário de Bauru é realizar a concessão ou readequar as regras de utilização dos espaços e serviços existentes? A direção da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural (Emdurb) decidiu realizar estudo para discutir a proposta com o prefeito Tuga Angerami.
Conforme o prefeito, o levantamento terá como principal objetivo definir se a alternativa é oferecer a administração do Terminal Rodoviário à iniciativa privada, através de licitação, ou mudar as rotinas e valores dos serviços. “Houve uma conversa preliminar em relação à proposta, mas a decisão sobre realizar ou não concessão onerosa virá com os dados em mãos”, conta Angerami. A concessão onerosa é realizada quando o interessado pago determinado valor para operar equipamento ou serviço público.
No caso do Terminal Rodoviário a questão pode estar na forma como os serviços estão sendo explorados hoje pela própria Emdurb. “A taxa de embarque que é cobrada dos passageiros do transporte rodoviário foi criada para garantir investimentos no Terminal, em melhorias. Mas a situação mostra que essa receita é utilizada para cobrir as despesas e não sobra para investir. A questão é avaliar os demais serviços”, comenta o presidente da Emdurb, Carlos Barbieri.
As mudanças
Seja qual for o resultado do estudo sobre as condições de exploração do Terminal Rodoviário, a Emdurb já tomou algumas decisões sobre o funcionamentos de alguns serviços. “O estacionamento vai mudar. Primeiro vamos retirar do espaço as vagas utilizadas hoje por funcionários, que pagam como mensalista R$ 25,00. Na lateral do Terminal há acesso onde vamos instalar baias para os funcionários, liberando as vagas do estacionamento para o público”, conta Barbieri.
Mas para que o custo do serviço do próprio estacionamento da Rodoviária seja viável, a Emdurb vai automatizar a instalação. Hoje há uma guarita e a entrada e saída é controlada por funcionários. “Vamos instalar uma botoeira, com existe em shoppings, onde o usuário entra com o carro, aperta um botão, retira seu cartão e ao final paga em um guichê dentro do Terminal. Vai ser eletrônico e reduzir o custo da operação”, explica o presidente.
E é fácil entender porque a substituição vai gerar redução operacional no serviço. “Para funcionar o estacionamento temos que manter um sistema com seis funcionários fixos e mais 17 em rodízio. Isso será alterado porque não tem sentido ficar no estacionamento”, diz. Conforme a Emdurb, o estacionamento gera receita média de R$ 12 mil/mês, mas somente os funcionários fixos custam R$ 7.000 mil mensais.
No mesmo sentido, o serviço de limpeza no Terminal Rodoviário também sofrerá mudanças. “São necessários 27 ajudantes gerais para manter o Terminal limpo, com recolhimento de lixo, varrição e lavagem, além de outros 33 para atuar em rodízio nos diferentes horários. O custo desse serviço é elevado”, informa Barbieri.
E a alternativa para esta situação está na relação entre custo e o valor do metro quadrado dos espaços do Terminal servido às empresas rodoviárias. “Vamos ter de chamar as empresas e discutir o custo. Em Bauru é cobrado R$ 40,00 o metro quadrado por estande e em Marília, por exemplo, o aluguel é de R$ 300,00 o m2.
Outras mudanças em estudo dizem respeito ao aproveitamento das instalações, como a isenção concedida a taxistas para os banheiros. “Temos de manter vigias, limpeza e isso tudo agora precisa ser discutido. Uns não pagam pelo uso do banheiro e os usuários pagam. Vamos discutir e ver se é viável reestruturar tudo isso ou passar para a iniciativa privada”, conclui.