10 de julho de 2026
Bairros

Trecho do rio Batalha alagado causa surpresa

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Após os três dias seguidos de chuva, quem passou ontem pela ponte sobre o rio Batalha existente na rodovia Bauru-Marília, na divisa dos municípios de Bauru e Piratininga, e observou mais atentamente o rio teve uma surpresa: no lugar do filete de água, difícil de ser avistado da pista, o que se via era um rio cheio, avançando para as margens e encobrindo vegetações.

Era esperado que a chuva aumentasse o nível do Batalha – após estiagem de 42 dias em Bauru, ela veio em boa hora para garantir o abastecimento da cidade -, mas a largura do rio no local ontem estava maior que em épocas de precipitação intensa, como nos meses de janeiro e fevereiro.

Na estação de captação do Departamento de Água e Esgoto (DAE), alguns quilômetros acima, o nível do rio também subiu e a lagoa onde é retirada a água para abastecer 42% de Bauru está cheia, mas não chegou a causar inundações. A hipótese mais provável para o fenômeno é que alguma barreira, como vegetação nativa ao longo das margens do rio em quantidade além do normal, tenha impedido o escoamento da água.

Com isso, o rio represou e avançou para suas margens. Tanto o DAE quanto o Fórum Pró-Batalha não sabiam da inundação do rio na altura da rodovia Bauru-Marília. David Pompei, do Fórum Pró-Batalha, promete investigar o que ocorreu. Se o motivo é a vegetação em excesso, é preciso verificar o que está motivando o fenômeno.

Para o DAE, os três dias de chuva que somaram 102 milímetros em Bauru, foram muito bem-vindos e afastaram possibilidade de falta de água. O presidente da autarquia, José Clemente Rezende classificou como providencial a chuva. “Quando nos aproximamos do meio do segundo semestre do ano e não há reposição de chuvas, existe a preocupação com a dificuldade de abastecimento pelas águas do Batalha”. Rezende lembra que Batalha é um rio bastante degradado pela ação do homem ao longo do tempo e sofre muito com a estiagem.

O Instituto Vidágua e Forum Pró-Batalha desenvolvem projetos de recuperação do rio, incluindo o replantio de mata ciliar e vegetação nativa ao longo de suas margens.