Fazendo coro às duras e altamente justificáveis palavras de José Luis Datena, o âncora do “Brasil Urgente” da Band, quantas vidas mais precisarão ser sacrificadas para que as autoridades desse nosso tresloucado Brasil tomem vergonha na cara e resolvam de uma vez este samba do crioulo doido em que se transformou o transporte aéreo de passageiros, que entram nos aviões rezando e sem saber se realmente chegarão vivos ao seu destino?
Vendo no JC a foto aérea do minúsculo aeroporto de Congonhas, uma “ilha” cercada de São Paulo por todos os lados, sem uma salvadora área de escape, chego à conclusão de que realmente Deus é brasileiro e paulistano, pois um número maior de tragédias já podiam ali ter ocorrido, em decorrência da exiguidade de espaço.
Urge, portanto, a exemplo de Bauru, que instalou o seu novo e moderno aeroporto na rodovia Bauru-Iacanga, longe da cidade, que São Paulo desative urgentemente Congonhas, que já deu o que tinha de dar, transferindo seus embarques e desembarques para Cumbica ou Viracopos, a fim de que, no futuro próximo, não venhamos a lamentar a perda de mais vidas humanas, para tristeza e desconsolo de seus familiares.
Marcos Vieira da Silva - jornalista - Iacanga