09 de julho de 2026
Bairros

Assoreamento pode ser a causa do alagamento do rio Batalha

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 1 min

O assoreamento, acúmulo de terra carreada pelas chuvas, pode ser a causa do alagamento do rio Batalha na altura da ponte sob a rodovia Bauru-Marília, na divisa dos municípios de Bauru e Marília. Após os três dias de chuva no início da semana, o filete de água no local deu lugar a um rio cheio, que avança para as margens e encobre vegetações.

David Pompei, do Fórum Pró-Batalha, esteve no local ontem e constatou que, apesar de largo, o Batalha é raso no local – tem entre meio metro e um metro de profundidade. “O que verificamos é que o rio perdeu boa parte de sua calha. Plantas invasoras, como taboa, aguapé e capim, proliferam na terra acumulada no leito do rio e dificultam o escoamento da água”, explica ele.

Por isso, o rio avança para as margens. Mas a previsão de Pompei é que, com a trégua da chuva e o escoamento gradativo da água, em dois dias o rio baixe. Ele frisa que o alagamento é um sinal de alerta para as condições do rio Batalha e não um fato a ser comemorado. “O rio está cheio porque está assoreado. E além da agricultura, as estradas, tanto as de asfalto quanto as de terra, contribuem muito para isso porque a água da chuva corre com força sobre elas, levando terra para os rios”, frisa.

Chuvas fortes ou após longa estiagem, como ocorreu nesta semana, são as que mais carregam partículas para o leito dos rios. “Estive vistoriando o rio Bauru após o Distrito Industrial e encontrei uma grande quantidade de garrafas pet e vários tipos de plásticos dentro do rio. São materiais que estavam nas ruas e foram carregados para os rios pela enxurrada”, comenta.