08 de julho de 2026
Esportes

Brasileiras estão na final do handebol

Por Adriana Giachini | Da APJ, especial para o JC
| Tempo de leitura: 2 min

Rio de Janeiro - Pelo elástico placar de 46 a 13, a equipe feminina do Brasil de handebol venceu a República Dominicana, ontem à tarde, e carimbou seu passaporte para a final da modalidade, amanhã, às 10h30, no RioCentro. De tão fácil, o jogo que já garantiu a medalha de prata foi chato. Até os torcedores mais fanáticos saíram do ginásio reclamando da falta de emoção.

“A República Dominicana podia ter sido um pouco mais agressiva para ter dado graça!”, avaliou Maria das Graças Zoqbi de Paula, mãe da goleira Darly.

Mineira de Ponte Nova, ela está no Rio somente para acompanhar o desempenho do handebol feminino. “Assisti a todos os jogos do Brasil até agora e esse foi o mais chato, ainda assim, o importante é que estamos na final”, ponderou a torcedora que estava vestida a caráter: blusa do Brasil e uma peruca com cabelos nas cores da bandeira brasileira. “Não basta ser mãe tem que participar né?”.

Comandada pela boa atuação da pivô Daniela Piedade, artilheira com 11 gols, a equipe feminina aproveitou a fragilidade das adversárias para acertar erros e ir com força máxima a final – quando busca sua terceira medalha de ouro consecutiva em Jogos Pan-americanos.

“Exploramos mais a marcação e mostramos mais pegada na defesa e no jogo de contra-ataque. Cumprimos bem o objetivo que era abrir uma boa vantagem e administrar”, avaliou a pivô de Guaratinguetá, Fabiana Diniz, a Dana.

Por opção do treinador, Juan Francisco Oliver, algumas atletas foram poupadas como a goleira Chana e a pivô Juceli Rosa. “O treinador tem dado oportunidade para todas”, concordou atleta de São José dos Campos. Na arquibancada, de onde acompanhou a partida, Juceli tinha a mostra o olho esquerdo roxo. “Levei três socos durante o jogo contra Cuba (anteontem). Elas são muito agressivas” disse.

Ontem, o Brasil mostrou porque está entre as potências da modalidade e foi superior desde o primeiro segundo e logo na primeira jogada, de contra-ataque, abriu o placar com gol de Viviane. O primeiro tempo teve placar de 24 a 6. Ao final da partida, o DJ não poderia ter escolhido trilha mais apropriada e as jogadoras, que estão invictas no Pan do Rio, deixaram a quadra ao som dos versos: “o coisinha mais bonitinha do pai”.

Adversário

O adversário do Brasil na final do handebol feminino seria revelado ontem à noite, após confronto entre Argentina e Cuba, marcado para às 22h, mas até o fechamento desta edição a partida não havia terminado. Em Santo Domingo, a equipe feminina superou a Argentina, eterna rival dos brasileiros, mas, após a calorosa partida contra Cuba (anteontem), e na qual a equipe do Brasil deixou a quadra reclamando do jogo violento, a torcida é pela “revanche”.