09 de julho de 2026
Internacional

Quarto suspeito é acusado por tentativa de atentado em Londres

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Londres - Um quarto homem foi acusado formalmente ontem por suposto envolvimento nos atentados fracassados de Londres e Glasgow no fim de junho, informou a polícia britânica. O médico Mohammed Jamil Asha, 26 anos, enfrenta acusação de planejar os ataques. No dia 29 de junho, sexta-feira, dois carros-bomba foram encontrados em Londres. No sábado, 30 de junho, dois homens jogaram um jipe em chamas contra o aeroporto de Glasgow, na Escócia. Nenhuma das ações deixou vítimas.

O primeiro acusado, no dia 6 de julho, foi o médico iraquiano Bilal Abdullah, 27 anos, um suposto passageiro do jipe, acusado pelo Reino Unido de arquitetar os atentados. O segundo foi o médico indiano Mohamed Haneef, 27 anos, acusado pela polícia federal da Austrália, no dia 13 de julho, de dar apoio a uma organização terrorista. O terceiro foi o médico indiano Sabeel Ahmed, 26 anos, acusado no último sábado pelo Reino Unido de esconder informações que poderiam prevenir um ataque terrorista.

A polícia acredita que os dois incidentes estejam relacionados. O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, disse que a rede terrorista Al-Qaeda poderia estar por trás dos ataques, que levaram o Reino Unido a elevar seu nível de alerta para “crítico”, o mais alto. No total, a polícia prendeu oito pessoas em seguida aos ataques frustrados. Quatro foram acusadas, três foram soltas e uma, Kafeel Ahmed, está sob custódia no hospital. Kafeel Ahmed, 27 anos, é irmão do acusado Sabeel Ahmed e primo distante de outro acusado, Mohamed Haneef. Os três supostamente dividiram a mesma casa em Liverpool por cerca de dois anos antes de Haneef mudar-se para a Austrália, e depois disso mantiveram contato por telefone e Internet.

Quarto acusado Mohammed Jamil Asha nasceu na Arábia Saudita, formou-se médico na Jordânia em 2004 e foi para o Reino Unido no final do mesmo ano para estudar neurocirurgia num hospital no centro do país. Ele foi preso pela polícia numa estrada em Cheshire, norte britânico, no dia 30 de junho, horas depois da tentativa de ataque em Glasgow. Sua mulher, Marwa Asha, foi presa junto, interrogada pela polícia, mas solta em seguida, sem acusação. Asha deve comparecer perante uma corte em Londres ontem.