Durante o evento de ontem, o secretário estadual do Emprego e Relações do Trabalho, Guilherme Afif Domingos, salientou que, sem conhecer a demanda do mercado, é impossível dizer que tipo de trabalhador está faltando em determinado município. Enquanto isso, cursos de qualificação financiados com dinheiro público são oferecidos aleatoriamente, sem a garantia de que o trabalhador que passou pelo treinamento encontrará uma vaga no mercado.
Além disso, o diagnóstico que será feito pela Caravana do Trabalho vai possibilitar a elaboração de um plano plurianual para a qualificação profissional. Ou seja, será feito um planejamento para este setor por pelo menos quatro anos, o que permite ao Estado pensar em investimentos, em novos cursos, mudanças de mercado. A idéia é de que o projeto torne-se permanente.
Para que essa qualificação ocorra, o governo do Estado destacou o Centro Paula Souza, que será a “entidade oficial” parceira do projeto. “O Centro Paula Souza vai se incumbir da administração de todo o projeto de aplicação”, frisou Afif. O secretário destacou ainda que poderá haver parcerias com outras entidades, desde que acompanhadas de perto pelo Centro Paula Souza, visando garantir a qualidade dos cursos.
Ele lembra que a entidade é especializada em cursos de longa duração, mas deverá ampliar suas atividades buscando aquele trabalhador que está sem emprego e não tem condições de pagar por cursos profissionalizantes, além de ter pressa em conseguir novo emprego. “Quem está desempregado não tem tempo para ficar um, dois anos, fazendo curso. Ele precisa de qualificação rápida para voltar ao mercado de trabalho”, frisou.